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Matheus Marques
Publicado em 4 de junho de 2026 às 11:45
Quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e precisa recorrer a trabalhos temporários, os chamados "bicos", ou obtém algum ganho eventual na família não corre mais o risco de perder o amparo financeiro de forma automática. >
Uma regulamentação do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) em conjunto com o INSS mudou o rito de fiscalização e passou a oferecer maior proteção jurídica para idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade. O objetivo da medida é evitar o cancelamento imediato e indevido dos pagamentos, mediante as oscilações financeiras sazonais.>
Idosos.
Anteriormente, qualquer indicação de aumento declarado no Cadastro Único (CadÚnico), mesmo que pontual ou de curta duração, disparava alertas no sistema que podiam resultar na suspensão do benefício.>
Para verificar se o grupo familiar continua elegível ao teto de até 1/4 do salário mínimo por pessoa, a auditoria previdenciária agora realiza dois tipos de checagem:>
Aferição imediata: avaliação detalhada do rendimento obtido no mês mais recente sob análise.>
Média anualizada: cálculo da média dos ganhos financeiros de todos os integrantes da casa ao longo dos últimos 12 meses.>
Se o resultado de qualquer uma dessas duas equações demonstrar que os ganhos se mantêm na margem igual ou inferior ao limite legal por indivíduo, a manutenção do BPC fica assegurada..>
Apesar das garantias de proteção contra variações sazonais, especialistas em direito previdenciário reforçam que a estabilidade do benefício continua atrelada ao cumprimento das obrigações cadastrais. >
A atualização do CadÚnico continua sendo obrigatória e deve ser realizada em uma unidade do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) a cada dois anos ou sempre que houver modificações na composição da família ou alteração definitiva no endereço.>