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Matheus Marques
Publicado em 29 de maio de 2026 às 16:00
O Brasil quebrou uma barreira histórica em sua trajetória social ao ingressar, pela primeira vez, no pelotão de elite das Nações Unidas. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do país cravou a marca recorde de 0,805, superando em definitivo os impactos da crise sanitária recente e consolidando uma guinada puxada por investimentos em transferência de renda e educação básica. >
Os dados, que utilizam como base a Pnad Contínua do IBGE, foram oficializados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em parceria com a Fundação João Pinheiro durante o lançamento do Radar IDHM em Brasília.>
Brasil entra na elite da ONU
O grande motor dessa transformação foi o subíndice de Educação, que saltou de 0,679 em 2012 para os atuais 0,798, impulsionado pelo redesenho de programas sociais nas periferias e regiões metropolitanas, sobretudo no Nordeste.>
De acordo com os relatórios técnicos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), a engrenagem que sustentou a alta educacional foi o monitoramento rigoroso da frequência escolar atrelado ao Bolsa Família. >
Ao condicionar o benefício à permanência das crianças nas salas de aula, o programa reduziu o trabalho infantil e gerou maior impacto entre famílias negras e de baixa renda.>
A diretora do escritório do PNUD no Brasil, Luciana Westenberger, foi taxativa ao analisar o papel da inclusão no indicador:>
“O desenvolvimento brasileiro não irá melhorar se não for efetivamente inclusivo, o que exige trazer a população negra e as mulheres para o centro das políticas públicas.” afirmou.>
O resultado foi amplamente comemorado. Durante o evento de divulgação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou que a meta agora é usar a sustentabilidade como vetor de novas riquezas. >
“O avanço no IDH mostra que estamos no caminho certo ao combinar inclusão social com crescimento econômico. Agora, nossa grande virada e a próxima arrancada do desenvolvimento humano no país virão através da transição energética e dos investimentos verdes, que vão gerar empregos de alta tecnologia e qualificação nas nossas regiões metropolitanas.”>