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Iphan pede desocupação de estacionamento da Pupileira que abriga cemitério de escravizados

Mais de 100 mil pessoas teriam sido enterradas no local, segundo estudo

  • Foto do(a) author(a) Yan Inácio
  • Yan Inácio

Publicado em 27 de outubro de 2025 às 20:09

Escavação  será realizada inicialmente em 10 dias
Escavação será realizada inicialmente em 10 dias Crédito: Divulgação/ Arqueólogos Consultoria e Pesquisa Arqueológica

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) pediu a desocupação do estacionamento frontal do Complexo da Pupileira, no Campo da Pólvora, em Salvador. O órgão defende a criação de um memorial para preservar a memória histórica das mais de 100 mil pessoas que teriam sido enterradas em um antigo cemitério de escravizados no local, de acordo com estudos apresentados no Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA).

“Por se tratar de um campo santo e uma área de relevância histórica, com aspectos sensíveis envolvidos, os pesquisadores recomendam a continuidade do processo de escuta da sociedade, a continuidade da pesquisa arqueológica na área e a criação de um espaço reservado memória das pessoas ali enterradas, no local, aberto ao acesso público”, declarou o órgão

Espaço onde funcionou o cemitério é localizado no Complexo da Santa Casa por Divulgação/ Arqueólogos Consultoria e Pesquisa Arqueológica

Os estudiosos estimam que cerca de cem mil pessoas foram enterradas na área ao longo de 175 anos. Entre eles, pessoas que viviam à margem da sociedade, como pobres, indigentes, escravizados, e insurgentes, como os líderes da Revolta dos Malês.

"É um tema de relevância para a formação da memória social e coletiva da Bahia e do país, pois estamos falando de séculos em que pessoas foram retiradas de seu território de maneira forçada para serem escravizadas e que tiveram seus laços quebrados e memórias apagadas", ressaltou a arqueóloga Jeanne Almeida, que liderou as pesquisas.

O estudo foi realizado entre os dias 13 e 23 de maio deste ano. A pesquisa identificou materiais e fragmentos ósseos humanos considerados potenciais vestígios do antigo cemitério. Jeanne detalhou também os procedimentos laboratoriais e as análises em andamento, ressaltando a importância do cumprimento dos cuidados técnicos nas atividades de campo e do compromisso institucional firmado para a preservação e condução responsável das intervenções no local.

O levantamento arqueológico é fruto de um conjunto de ações que teve início em dezembro de 2024, com a instauração de procedimento administrativo pelo Núcleo de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Nudephac), que teve como um de seus desdobramentos principais a celebração do termo de cooperação técnica entre a Santa Casa, o grupo de pesquisadores e o MP-BA.

Tags:

Iphan Cemitério