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Esther Morais
Publicado em 16 de janeiro de 2026 às 10:13
O capitão da Polícia Militar Osniésio Pereira Salomão, morto a tiros na noite de quinta-feira (15) durante uma tentativa de assalto em Salvador, é descrito e lembrado por amigos como “um ser humano incrível”, “um grande homem” e “instrumento de Deus”. >
O oficial, de 37 anos, era conhecido como capitão Salomão e estava lotado na 18ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Periperi). Formado na turma de 2010, ele já havia atuado como subcomandante do Batalhão Gêmeos, unidade responsável pelo Policiamento de Prevenção a Furtos e Roubos a Coletivos.>
Veja o momento em que aconteceu o tiroteio
Além da carreira militar, Salomão também era dono e fundador do Boteco do Salomé, estabelecimento localizado em Periperi que reúne mais de 61 mil seguidores nas redes sociais. O bar anunciou que ficará fechado por tempo indeterminado após a morte do fundador.>
“Salomão não foi apenas o nosso fundador. Foi uma presença marcante, sempre acolhedora, que transformava cada mesa em encontro, cada conversa em riso e cada cliente em amigo”, declarou o estabelecimento, em nota.>
Capitão da PM é morto a tiros em tentativa de assalto
Amigos próximos também usaram as redes sociais para lamentar a perda. “Hoje me despeço com o coração em pedaços de um amigo que um dia me salvou a vida e que agora partiu para o céu. Você foi mais que um amigo, foi um instrumento de Deus”, escreveu um amigo. O capitão Osniésio era casado e deixa duas filhas.>
Em nota oficial, a Polícia Militar da Bahia também lamentou a morte do capitão: "Neste momento de dor e saudade, a PMBA se solidariza com familiares, amigos e irmãos de farda, rendendo homenagens a um oficial que honrou a farda que vestiu e contribuiu de forma significativa para a segurança pública da Bahia”.>
O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, também se manifestou: “Recebo com profunda tristeza e consternação a notícia do falecimento do Capitão PM Salomão, ocorrido após confronto com criminosos. Manifesto minha solidariedade aos familiares, colegas de farda, amigos e a toda a Polícia Militar da Bahia. Garanto que nossas equipes estão no terreno. Estamos enlutados, mas firmes e unidos. Não mediremos esforços para localizar e responsabilizar todos os envolvidos nesse crime violento".>
Já o governador Jerônimo Rodrigues ressaltou que o capitão não estava em serviço no momento do crime. “Meus sentimentos aos familiares e também à tropa. Não vamos permitir de forma nenhuma que, em confronto, os nossos caiam. Se tiver que cair, que caiam os bandidos. Seremos firmes com isso. O policial não estava trabalhando, mas é um policial, um cidadão”, afirmou.>
“Determinei que as forças de segurança busquem os autores da ação e aqueles que estão por trás. Se houver crime organizado envolvido, vamos encontrar", acrescentou. >
Segundo informações da TV Bahia, o oficial saía a pé de uma festa realizada na região da Marina quando foi abordado por dois homens, por volta das 19h50, na Avenida Lafayette Coutinho, conhecida como Contorno.>
Imagens gravadas por testemunhas mostram o momento em que o capitão é surpreendido pelos suspeitos. Ele tentou reagir e houve uma intensa troca de tiros. Durante o confronto, um dos assaltantes, de 22 anos, foi baleado e morreu. O segundo suspeito conseguiu fugir.>
A 16ª CIPM foi acionada. O capitão Osniésio chegou a ser socorrido e levado para a UPA dos Barris, mas não resistiu aos ferimentos.>
Até o momento, não há informações sobre o velório e o sepultamento.>