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Nauan Sacramento
Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 18:11
Uma moradora de Morro de São Paulo chamada Fernanda Pereira utilizou seu perfil no Instagram para realizar um desabafo crítico sobre a atual situação da região turística. Segundo a denúncia, o destino enfrenta um cenário atípico de baixa ocupação em pleno verão, com praias e comércios esvaziados. “Nunca vimos um verão com cara de inverno, com praias vazias, mesas vazias e comércio parado”, afirmou Fernanda, comparando o movimento atual à baixa temporada. >
A principal causa do esvaziamento, segundo a moradora, é o valor da Tarifa por Uso do Patrimônio do Arquipélago (Tupa). Atualmente fixada em R$70 por pessoa, a taxa tem previsão de reajuste para R$90 a partir de julho. Fernanda destaca que o custo torna-se proibitivo para grupos familiares, uma vez que apenas crianças de até 5 anos possuem isenção, enquanto idosos permanecem obrigados a pagar.>
“Muita gente não viaja sozinha, vem em casal, com filhos ou em grupos de 5 a 10 pessoas. Quando você soma R$70 por integrante, o valor total para uma família inteira assusta”, pontuou, ressaltando que o fluxo de turistas, que naturalmente oscila no Carnaval devido à concorrência com Salvador, atingiu patamares críticos este ano.>
Além do custo de entrada, a denúncia foca na precariedade dos serviços oferecidos na ilha. Fernanda questiona a aplicação dos recursos arrecadados, citando que a infraestrutura local é incompatível com os valores cobrados dos visitantes. Entre os problemas listados estão a falta de banheiros públicos e a ausência de coberturas adequadas nas áreas de embarque e desembarque.>
A moradora também alertou para problemas crônicos de saneamento e drenagem. “Basta chover um ou dois dias intensos que a segunda praia vira uma lagoa. Ruas atrás da terceira praia viram um piscinão”, criticou, enfatizando que a cobrança de uma taxa elevada deveria garantir, no mínimo, a manutenção básica das vias e o conforto do turista.>
Em nota, a Prefeitura de Cairu defendeu a atualização da Tarifa por Uso do Patrimônio do Arquipélago (TUPA), aprovada pela Câmara em dezembro, como pilar de uma política de turismo sustentável. A gestão municipal esclareceu que os recursos são aplicados integralmente no custeio de serviços impactados pela alta estação, como o processamento de 25 toneladas diárias de lixo, e em investimentos diretos em infraestrutura, limpeza urbana e recuperação de áreas degradadas em todo o arquipélago. >
A administração reforçou que mantém operações contínuas de monitoramento ambiental e ordenamento turístico, intensificando a presença de equipes em áreas sensíveis durante os períodos de maior fluxo. Por fim, a prefeitura destacou estar aberta ao diálogo institucional para o aprimoramento das ações, garantindo que a arrecadação visa equilibrar o crescimento do destino com a preservação ambiental e a qualidade de vida dos moradores.>