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Maria Raquel Brito
Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 14:46
Com a inauguração próxima do novo Terminal Rodoviário de Salvador, as milhares de pessoas que circulam diariamente pela rodoviária atual, em Pernambués, podem estar se perguntando: o que vai acontecer com essa estrutura? De acordo com o secretário da Casa Civil da Bahia, Afonso Florence, há estudos em curso, mas o destino ainda é incerto. >
“Tem que ter projeção do mercado imobiliário, do mercado de serviços. A legislação municipal mudou em 2025, o que afeta a lei de uso de solos urbanos. Então, nós ainda não temos condições de fazer anúncio, se eu tivesse condições não faria, porque quem faz é o governador, mas estamos prestes a ter uma posição definitiva da destinação da área”, disse Florence. A fala aconteceu durante o evento de entrega da chave da nova rodoviária ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), na manhã desta segunda-feira (12).>
Veja como está ficando a Nova Rodoviária de Salvador
O secretário afirmou ainda que o objetivo é ter um encaminhamento resolutivo ainda este ano, e contou que empreendedores já demonstraram interesse em transformar o espaço em imóveis do programa Minha Casa Minha Vida. Segundo ele, por se tratar de uma área grande no centro da cidade, os projetos precisam ser discutidos com o poder público municipal. >
“E ali tem dois aspectos. Tem uma estação de ônibus grande, que é acessada no subterrâneo da rodoviária, e tem um posto de gasolina, que estão no ambiente concedido à Sinart [Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico]. Então, nós não temos condições de fazer um anúncio sem solucionar todos esses aspectos. Esperamos que em breve tenhamos uma solução.”>
Perguntado sobre o risco de depredação da área onde fica a rodoviária atualmente e do imóvel vizinho, onde ficava o Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA), ou de que fique sem uso – como aconteceu com o antigo Centro de Convenções da Bahia, abandonado há mais de dez anos –, o titular da Casa Civil garantiu que esse caso é diferente, uma vez que não há afetação jurídica.>
“A decisão original era e está no sentido, até o momento, de vender. No caso do Detran, não há um equipamento afetado juridicamente que impeça uma destinação. O que há são os estudos de impacto urbano e de oportunidade comercial para o Estado alienar. E como tínhamos esse processo de transferência operacional, na medida que ele ocorrerá, impacta na política urbana, inclusive no Estatuto da Metrópole, na política nacional e desenvolvimento urbano”, disse.>