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Planejamento e pesquisa ajudam pais a driblar alta dos materiais escolares em Salvador; veja preços

Listas com materiais essenciais vão de R$45 a R$2.800

  • Foto do(a) author(a) Maria Raquel Brito
  • Maria Raquel Brito

Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 05:00

Materiais escolares em Salvador
Materiais escolares em Salvador Crédito: Arisson Marinho/CORREIO

Comprar os materiais escolares é motivo de euforia para as crianças: escolher a mochila mais bonita, a caixa de lápis de cor mais variada e o caderno temático dos personagens que mais gosta. Para os pais, esse momento é, muitas vezes, sinônimo de dor de cabeça. O motivo são os aumentos nos preços dos itens da lista.

Conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os itens de papelaria são os produtos que vem apresentando maior variação mensal entre os artigos requisitados pelas escolas de Salvador e Região Metropolitana (RMS), elevação de 4,23% na prévia da inflação acumulada em 2025.

Materiais escolares em Salvador por Arisson Marinho/CORREIO

Mas, economizar é possível. Pesquisando bem os preços nas lojas soteropolitanas, os pais conseguem poupar até 6.321% na lista de materiais escolares. A porcentagem vem de um levantamento feito pela reportagem, que montou um kit com dez produtos básicos da volta às aulas e buscou as opções mais em conta e as mais caras de Salvador. A consulta foi através do aplicativo Preço da Hora, que reúne dados das notas fiscais eletrônicas.

Os materiais agrupados foram: mochila, caderno de 10 matérias, lápis preto comum, régua 30cm, borracha branca, caneta preta, corretivo, estojo, apontador e cola branca de 500g. Enquanto o primeiro kit, com os itens mais econômicos de cada produto no aplicativo, totalizou R$45,13, o segundo, que inclui os mais caros, chegou a R$2.898.

A mochila, produto essencial para os estudantes, é o produto com maior discrepância nas lojas soteropolitanas. A Jin Yuan Atacado e Varejo, em Nazaré, vende mochilas com superfície exterior em poliéster por R$13, um dos menores preços registrados no Preço da Hora. Na loja de bolsas e mochilas Kipling, uma mochila de rodinhas pode custar R$2.049.

O caderno, um dos produtos com o maior aumento dentre os itens de volta às aulas, também tem uma variação considerável. Entre os fatores que encarecem o produto, estão os personagens ou temas que estampam as capas e as marcas dos cadernos. Um caderno Pepper de dez matérias, por exemplo, pode ser encontrado na Freitas Varejo, na Avenida Tancredo Neves, por R$19,99. Na Escariz, localizada no Shopping Barra, o caderno espiral Melissa Pink Bloomy custa R$104,90.

Os fatores que influenciam a variação são muitos e, por isso, os pais devem redobrar a atenção para preços abusivos. É o que explica Leandro Loyola, coordenador de fiscalização da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-BA).

“É preciso estar atento à transparência na relação de consumo – que é um princípio básico, inclusive, estabelecido pelo próprio Código de Defesa do Consumidor – tanto na compra do produto de materiais, seja na livraria seja nas papelarias, como também nas regras estabelecidas pelas unidades escolares da rede particular”, diz.

Quando fala sobre as regras das escolas, ele se refere ao plano de execução pedagógico, que representa o projeto de atividades anuais que será desenvolvido durante o ano letivo, ao qual os pais também devem ter acesso.

“O plano de execução precisa conter para quê e quando cada produto solicitado será utilizado, porque para as que e quando será utilizado. O consumidor tem o direito de fracionar a entrega do material, ou seja, tendo acesso ao plano pedagógico, ele pode entregar sempre no início de cada semestre o material que será utilizado naquele período em modo particular. As unidades escolares não podem exigir dos alunos e nem dos seus responsáveis que façam a entrega do material didático de uma única vez”, diz.

De acordo com Loyola, já faz parte do calendário do órgão a Operação Volta às Aulas, que é realizada sempre no início de cada ano, em duas etapas. A primeira acontece em livrarias e papelarias, onde os pais e os alunos costumam adquirir o seu material escolar, e a segunda etapa consiste em visitas a unidades escolares da rede particular, com o objetivo de fazer coleta de documentos.

Patrícia da Silva, de 38 anos, percebe um aumento nos preços dos materiais a cada novo ciclo letivo, principalmente de cadernos e livros didáticos. Mãe de Enzo Guilherme, de 12 anos, ela tem estratégias definidas para economizar no momento das compras.

“Para economizar precisamos sempre fazer pesquisas antes da compra. Para gastar o mínimo possível, reaproveito os materiais do ano anterior, como mochila, lápis de cor, hidrocor e alguns outros materiais que dê para reutilizar”, diz.

Na casa do empresário Rafael Souza, de 38 anos, a estratégia pode ser definida em uma palavra: planejamento. “Para meu filho Caetano, que vai completar três anos e está no G3, eu já começo pesquisando bastante, porque a diferença de preços entre um local e outro é enorme. Negociar faz toda a diferença. É preciso conversar com o lojista, comparar opções, não ficar preso apenas às marcas mais famosas e usar a criatividade. Quem se organiza com antecedência consegue economizar, e isso, nos dias de hoje, é fundamental para manter o orçamento equilibrado”, conta.

Como economizar

Segundo o educador financeiro Raphael Carneiro, o aumento dos preços de materiais escolares nesse período acontece sobretudo por conta da demanda.

“É o período que todo mundo deixa para comprar material escolar, comprar mochila, então com muita gente procurando, a tendência é que os preços aumentem, a lei da oferta e demanda natural”, diz. “E tem a variação de loja para loja, vai depender do fornecedor de cada loja, da localização, se é em shopping ou loja virtual.”

Para aqueles que querem gastar o mínimo possível, Carneiro enumera algumas dicas: pesquisar bem os preços, optar por lojas virtuais e evitar temas da moda. “Quem evita personagens, super-heróis, princesas, desenhos animados, também tem economia boa, porque esses personagens da moda geram uma procura maior. Os preços, naturalmente, ficam um pouco maiores”, diz. Outra dica, esta para já ir se preparando para 2027, é fazer as compras ao longo deste ano, com os preços mais baixos.

Para os pais que querem economizar e, de quebra, se livrar daquela pilha de cadernos velhos que ocupa espaço nos armários de casa, uma alternativa é a campanha “Trade In Cadernos”, da Kalunga, em que folhas usadas são revertidas em créditos. A ação, que teve início na última sexta-feira (2), segue até o dia 28 de fevereiro em todas as lojas físicas.