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Aluno matou professora em sala de aula após ela se recusar a se relacionar com ele, diz polícia

João Cândido da Costa Junior foi preso em flagrante após o crime

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 16:45

Juliana Santiago foi morta por João Júnior
Juliana Santiago foi morta por Jaluno dentro de sala de aula  Crédito: Reprodução

A professora de Direito e escrivã da Polícia Civil Juliana Mattos de Lima Santiago, 41, teria sido morta porque não quis se relacionar com o aluno que cometeu o crime. A principal linha de investigação foi divulgada pela polícia durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (9). 

A delegada Leisaloma Carvalho, responsável pelo caso, disse que o estudante João Cândido da Costa Junior, 24, não aceitou ser rejeitado pela professora e, por isso, a matou. O ataque ocorreu na noite de sexta-feira (6), dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), instituição localizada em Porto Velho (RO).

"O que está apurado até agora é que a vítima estava sofrendo investidas do aluno, que queria ter um envolvimento além da relação professora e aluno. Ele teria tentado várias vezes ter um relacionamento íntimo com ela. A professora, então, alertou que isso não poderia ocorrer, uma vez que é contra os regimentos e normas da faculdade", detalhou a delegada. 

Juliana Santiago por Reprodução

Ao ser preso, o autor do crime afirmou que manteve um relacionamento amoroso com a vítima por meses e que percebeu seu afastamento quando ela decidiu retomar a relação com o ex-namorado. A polícia, no entanto, descartou essa versão com base em mensagens trocadas entre os dois.

Em um dos registros encontrados pela polícia, o aluno João Cândido enviou uma mensagem à professora dizendo que ele havia "perdido para a concorrência", após ela postar uma foto com o namorado. 

O crime

Juliana foi atingida por facadas na região do tórax, com perfurações na altura dos seios, além de um corte profundo no braço direito. A faca utilizada no ataque foi encontrada no local e recolhida pelos policiais. 

O estudante afirmou que a arma utilizada no crime havia sido entregue a ele pela própria professora dias antes do homicídio, junto com um doce colocado em uma vasilha que ela teria levado para ele. A Polícia Civil diz que não há provas que confirmem essa versão.

Após o ataque, João tentou fugir, mas foi contido por outro estudante, que também é policial militar. O PM relatou ter ouvido gritos e barulho de cadeiras quebrando em uma sala próxima e, ao verificar o que ocorria, encontrou a professora ferida e o suspeito tentando escapar. O agressor foi imobilizado até a chegada da polícia, que efetuou a prisão em flagrante.

A professora chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital João Paulo II, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos. 

Professora cresceu em Salvador 

Juliana Mattos cresceu na Bahia, onde estudou e tinha família e laços de amizade antes de se mudar para Rondônia. Descrita por amigos como dedicada aos estudos e ao trabalho, Juliana viveu em Salvador desde a infância, após deixar o Rio de Janeiro ainda pequena com os pais e o irmão. Ela estudou no Ensino Fundamental no Colégio Antônio Vieira e fez faculdade na Universidade Católica do Salvador (Ucsal).

Juliana chegou a ter inscrição ativa na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na Bahia, mantida até 2016. Registros disponíveis mostram também sua participação em seleções e concursos públicos no estado. O corpo da professora foi cremado no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador, no domingo (8).