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Nauan Sacramento
Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 16:53
O Brasil deve registrar cerca de 2,3 milhões de novos diagnósticos de câncer no entre 2026 e 2028. A estimativa, que prevê uma média de 781 mil novos casos anuais, foi divulgada nesta quarta-feira (4) pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) em relação ao Dia Mundial do Câncer. O envelhecimento da população é apontado como um dos principais fatores para o avanço da doença. >
Quando excluídos os tumores de pele que possuem alta incidência, mas baixa letalidade, o país deve enfrentar aproximadamente 518 mil novos casos por ano. Entre os homens, o câncer de próstata lidera o ranking de preocupação, seguido por cólon e reto. Já entre as mulheres, o câncer de mama permanece como o mais frequente, vindo antes do colorretal e do colo do útero.>
Em resposta aos novos números, o Ministério da Saúde anunciou a ampliação do acesso à mamografia no Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de agora, mulheres de 40 a 49 anos podem realizar o exame de rastreamento na rede pública mesmo sem apresentar sintomas, a recomendação iniciava apenas aos 50 anos. A idade limite para o exame também subiu de 69 para 74 anos.>
Para o câncer de colo do útero, o governo implementou o teste molecular DNA-HPV. A nova tecnologia nacional permite identificar o vírus antes mesmo do surgimento de lesões, o que aumenta drasticamente as chances de cura. "O desafio é estruturar a maior rede pública de prevenção e tratamento do mundo", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacando que a oncologia é agora prioridade do programa "Agora Tem Especialistas".>