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Caso Orelha: Adolescentes suspeitos de matar e torturar cão retornam da Disney e são intimados

Três adultos da família também foram indiciados por tentar coagir testemunha do crime na Praia Brava

  • Foto do(a) author(a) Nauan Sacramento
  • Nauan Sacramento

Publicado em 29 de janeiro de 2026 às 16:36

Cão Orelha
Reprodução Crédito: Cão Orelha

Os dois adolescentes suspeitos de envolvimento na morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Santa Catarina, retornaram ao Brasil após uma viagem para a Disney nos Estados Unidos. A Polícia Civil de Florianópolis confirmou o retorno nesta quinta-feira (29), esclarecendo que a saída do país, ocorrida logo após as agressões ao animal, já estava previamente programada pela família dos jovens.

A corporação cumpriu novos mandados de busca e apreensão, resultando no recolhimento dos celulares dos investigados. Com o suporte de monitoramento da Polícia Federal, as autoridades identificaram que os adolescentes anteciparam o voo de volta e, agora, ambos já foram formalmente intimados para prestar depoimento sobre o caso.

As investigações apontam que o espancamento do animal foi cometido por um grupo de quatro adolescentes. Além dos dois que retornaram do exterior, outros dois envolvidos já haviam sido localizados em uma operação policial realizada na última segunda-feira (26).

Devido às diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que estabelece sigilo absoluto para procedimentos envolvendo menores de 18 anos, a polícia não divulgou nomes, idades exatas ou endereços dos suspeitos. A medida visa preservar a identidade dos jovens durante o curso do inquérito.

O procedimento para apuração do ato infracional está sob a responsabilidade da Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei da Capital (DEACLE). Apesar da intimação, a data em que os depoimentos presenciais ocorrerão ainda não foi definida pela autoridade policial.

Paralelamente, três adultos, identificados como dois pais e um tio dos jovens, foram indiciados sob suspeita de coação no curso do processo. Segundo a Polícia Civil, eles teriam tentado intimidar o vigilante de um condomínio que possuía uma fotografia crucial para o esclarecimento da dinâmica do crime.

Por fim, a investigação solicitou a elaboração do laudo de necropsia (corpo de delito) do cão Orelha. O documento pericial é considerado peça-chave para determinar tecnicamente a causa e as circunstâncias exatas da morte do animal, que vivia em uma das áreas mais nobres de Florianópolis.

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Crime Barbaro Cachorro Morte Maus Tratos aos Animais