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‘Doutora gostosa’: médica de clube é assediada por torcedores durante jogo de futebol

Bianca Francelino estava a trabalho e prestava assistência ao time visitante quando foi alvo de assediadores

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 11 de março de 2026 às 17:19

Partida foi paralisada após médica ser vítima de assédio
Partida foi paralisada após médica ser vítima de assédio Crédito: Reprodução

A médica Bianca Francelino foi assediada sexualmente por torcedores dentro do Estádio Palma Travassos, na cidade de Ribeirão Preto, em São Paulo. O caso foi registrado no último sábado (7), durante partida entre Comercial e Nacional-SP. Nesta quarta-feira (11), o Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou que a Federação Paulista de Futebol (FPF) e o Comercial forneçam a identidade dos torcedores que assediaram a profissional. 

A partida, válida pela Série A4 do Campeonato Paulista, foi paralisada depois que torcedores gritaram palavras de cunho sexual e fizeram gestos obscenos para a médica do Nacional Atlético Clube, time visitante da partida. Foi a primeira vez que Bianca Francelino trabalhou em um jogo de futebol.

Médica foi assediada por torcedores durante partida em São Paulo por Reprodução

“Ele fazia comentários do tipo: ‘Doutora gostosa, doutora linda, vem aqui me examinar’, ‘Trabalha para mim no particular, eu vou pagar seu salário’, e apontava para as partes íntimas”, relatou a médica ao Metrópoles sobre um dos assediadores.

“Eu estava tentando evitar ao máximo essa situação, por mais constrangedor que estivesse. Avistaram que ele realmente estava ameaçando chegar no ponto de tirar para fora o membro mesmo", contou. 

Diante da situação, a árbitra do jogo, Ana Caroline Carvalho, acionou o protocolo previsto no Tratado pela Diversidade e Contra a Intolerância no Futebol Paulista, paralisando a partida. Em nota, a FPF afirma que a equipe que estava na partida ofereceu todo apoio à médica.

O Ministério Público pretende identificar os autores do assédio após a solicitação feita ao clube e à Federação. Os torcedores responsáveis podem ser proibidos de frequentar arenas esportivas por dois anos e prestar serviços comunitários por um ano. 

Os ministérios do Esporte e das Mulheres, em nota conjunta, repudiaram o caso. "Mais uma vez, o futebol brasileiro foi palco de uma atitude absolutamente inadmissível. Nenhuma mulher deve ser constrangida ou desrespeitada enquanto trabalha, seja dentro ou fora dos estádios. O caso causa ainda mais indignação por ocorrer justamente no mês dedicado à valorização e à luta pelos direitos das mulheres", disseram.