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‘Você é preta e não aceita elogio?': promotora relata assédio durante corrida na orla de Salvador

Lívia Maria Sant’Anna Vaz publicou relato nas redes sociais

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 17:35

Relato foi publicado nas redes sociais da promotora de Justiça
Relato foi publicado nas redes sociais da promotora de Justiça Crédito: Reprodução/Redes sociais

A promotora de Justiça do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Lívia Maria Sant’Anna Vaz, relatou que foi assediada enquanto corria na orla de Salvador com uma amiga. A denúncia foi publicada nas redes sociais, na segunda-feira (19). A promotora contou que foi abordada por um homem desconhecido que, depois de assediá-la, ainda questionou "Você é preta e não aceita elogio?".

Lívia Maria Sant’Anna Vaz contou que caminhava na orla da capital baiana com uma amiga, pela manhã, quando elas foram abordadas pelo agressor. "Cedinho eu saí para fazer uma corrida com uma amiga minha na Orla de Salvador. Quando nós iniciamos o aquecimento, ainda estávamos caminhando, um homem se aproximou por trás e começou a falar obscenidades”, relatou, em vídeo. 

“Eu não sabia ainda se era comigo, com ela, conosco, então nós continuamos caminhando, até que ele ficou lado a lado comigo, se virou para mim e repetiu", acrescenta a procuradora. Nesse momento, ela perguntou ao homem se ele falava com ela. A reação dele, segundo Lívia Maria, foi ainda mais agressiva. 

"Foi assim que ele se referiu a mim: 'Você é preta e não vai aceitar um elogio meu? Qual é o problema em fazer um elogio?'. Eu me virei para ele novamente e disse, dá licença, eu não te conheço. Ele seguiu adiante e o tempo inteiro, durou mais ou menos uns cinco, sete minutos, ele voltava, se virava para trás e falava conosco em tom ameaçador", segue o relato. 

Em um dado momento, segundo a promotora, o homem deu um soco violento em uma lixeira da orla. “Será que se fosse uma mulher branca, ele teria reagido assim? Ele disse, você é preta, ou seja, eu posso, eu estou autorizado a lhe impor um elogio e você tem que aceitar. E quando não é aceito, esse homem reage com força bruta”, afirma a promotora do MP-BA. Veja o relato completo abaixo: