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Novas regras do Pix entram em vigor; veja o que muda

Medidas agilizam devolução em casos de fraude

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 19:28

Pix se consolida como o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros (Imagem: Diego Thomazini | Shutterstock)
Pix se consolida como o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros  Crédito: Diego Thomazini | Shutterstock

Já estão em vigor as novas regras de segurança do Pix definidas pelo Banco Central (BC), com o objetivo de viabilizar de forma mais rápida e eficiente restituição de dinheiro em casos de fraude e de falha operacional. A partir desta segunda-feira (2), os bancos são obrigados a seguir a versão 2.0 do mecanismo de devolução do Pix. 

Antes das novas regras, a devolução só podia ser feita a partir da conta usada na fraude. A medida dificulta o rastreio do dinheiro, já que os golpistas costumam sacar ou transferir rapidamente os valores para outras contas. Agora, os recursos serão rastreados, mesmo quando são rapidamente direcionados para contas diferentes. Estimativas apontam que as mudanças podem diminuir em até 40% os golpes.

[Edicase]Com o Pix automático, empresas e usuários poderão automatizar pagamentos (Imagem: Eterna Images | Shutterstock) por Imagem: Eterna Images | Shutterstock

"Essa identificação vai ser compartilhada com os participantes envolvidos nas transações e permitirá a devolução de recursos em até 11 dias após a contestação", disse o BC quando anunciou as alterações, no ano passado.

O Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix, agora em versão 2.0, só deve ser acionado em caso de fraude, suspeita de fraude ou erro operacional das instituições financeiras. Ou seja, a ferramenta não pode ser usada no caso de Pix a destinatários errados digitados pelo usuário.

Além da ampliação da forma de rastreio de dinheiros desviados em golpes, outra novidade é o bloqueio automático de contas suspeitas antes mesmo da conclusão de análise pelas instituições financeiras. Outro ponto que deve fortalecer a segurança é o compartilhamento de informações entre bancos, que passam a trocar dados sobre o caminho do dinheiro, o que facilita o bloqueio e a restituição dos recursos.