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Wendel de Novais
Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 09:01
A análise de mil horas de imagens e os relatos de 20 testemunhas na investigação da morte do cão Orelha, em Florianópolis, tirou um dos adolescentes inicialmente apontados como suspeitos da mira da polícia. De acordo com a Polícia Civil, o menor deixou de figurar como investigado e passou a ser tratado como testemunha no inquérito. >
A exclusão do jovem da lista de suspeitos ocorreu após a análise detalhada do material reunido ao longo da apuração. O adolescente não aparece em nenhuma das imagens examinadas pelas equipes policiais e, segundo os investigadores, também não há registros que confirmem a presença dele em Praia Brava, onde o animal foi atacado. >
A família do adolescente, inclusive, conseguiu entregar à polícia provas que indicam que ele não estava na praia no período em que ocorreram as agressões contra o cão. Apesar da mudança, a investigação segue em andamento e continua apontando o envolvimento de outros adolescentes no espancamento que levou à morte de Orelha. >
Veja alguns dos atos em protesto pela morte do cão Orelha
Agora, as investigações indicam que três adolescentes participaram do espancamento que levou à morte do cão. Por se tratar de menores de idade, os dados pessoais dos suspeitos seguem sob sigilo, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O procedimento por ato infracional está sob responsabilidade da Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei da Capital (DEACLE). >
O animal sofreu agressões severas e, devido à gravidade dos ferimentos, precisou ser submetido à eutanásia. Os relatórios policiais também indicam que, no mesmo contexto, houve uma tentativa de afogamento contra outro cachorro da região, conhecido como Caramelo. O segundo animal conseguiu escapar e sobreviveu. >
O caso permanece sob responsabilidade da Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei da Capital (DEACLE). Por envolver menores de idade, informações como nomes, idades e vínculos familiares seguem protegidas por sigilo, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). >