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Carol Neves
Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 10:02
A corretora Daiane Alves, morta em Caldas Novas (GO), estava com um projétil alojado na cabeça, segundo informou o advogado da família, Plínio César Cunha Mendonça. A informação teria sido repassada preliminarmente pela Polícia Civil, mas a causa oficial da morte ainda depende da conclusão do laudo pericial. >
De acordo com o advogado, a investigação ainda tenta esclarecer o que ocorreu com a vítima antes do disparo. Ele afirma que não há confirmação se houve agressão ou outro tipo de violência antes do tiro.>
"Ali são inúmeras coisas que podem ter acontecido. Nós não temos o laudo definitivo sobre isso. Ele pode ter usado algum produto químico para desmaiar ela, ele pode ter sufocado ela até a morte lá mesmo", disse ele ao portal G1.>
A Polícia Científica informou que o laudo pericial ainda não foi oficialmente concluído e, portanto, não confirmou a informação sobre o projétil encontrado na vítima.>
Corretora estava desaparecida desde dezembro
A perícia, segundo a defesa da família, busca não apenas apontar a causa da morte, mas também reconstituir a forma como o suspeito teria agido. O síndico Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, afirmou à polícia que agiu em legítima defesa após, segundo ele, ser abordado por Daiane enquanto trabalhava em um almoxarifado.>
Cleber e o filho dele, Maicon Douglas Oliveira, foram presos em 28 de janeiro. Após a detenção, o síndico levou policiais até o local onde o corpo foi localizado, às margens da GO-213, já em Ipameri, cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas.>
Segundo relato do advogado da família, Cleber também contou à polícia que a arma usada no crime foi lançada no rio Corumbá, na divisa entre Caldas Novas e Ipameri, próximo de onde o corpo foi encontrado.>
Outro ponto investigado envolve um celular encontrado em uma caixa de passagem indicada pelo próprio suspeito. O aparelho passa por perícia para identificar a quem pertence. O celular citado seria um antigo aparelho de Cleber, que teria sido substituído recentemente por um novo, presente dado pelo filho. Maicon foi preso sob suspeita de tentar atrapalhar as investigações, conforme informou a Polícia Civil.>
A defesa do síndico informou que ainda não teve acesso ao laudo necroscópico e reafirmou que o investigado tem colaborado com as apurações. Leia nota: >
"O escritório Nestor Távora e Laudelina Inácio Advocacia Associada, representando os interesses do Sr. Cleber Rosa de Oliveira, vem informar que a defesa técnica não teve acesso ao resultado da perícia necroscópica, que ainda não foi juntada aos autos do inquérito policial. Na oportunidade, reitera-se que o Sr. Cleber está colaborando com a investigação, sobretudo no esclarecimento da dinâmica dos fatos".>