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'Te amarei além da vida': veja como é a relação de Elize Matsunaga com a filha hoje em dia

Mais de dez anos após o crime que chocou o Brasil, Elize tenta se reaproximar da filha, hoje adolescente

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 10 de novembro de 2025 às 13:52

Elize Matsunaga segura cartaz com mensagem para a filha
Elize Matsunaga segura cartaz com mensagem para a filha Crédito: Reprodução

O lançamento da série Tremembé, no Prime Video, reacendeu o interesse do público por um dos casos mais marcantes do noticiário policial recente: o assassinato de Marcos Kitano Matsunaga, cometido por sua esposa, Elize. A repercussão trouxe de volta uma pergunta recorrente - como está a relação de Elize com a filha do casal?

Atualmente com 15 anos, a menina vive sob os cuidados dos avós paternos, Mitsuo e Misako Matsunaga. Segundo o livro Elize Matsunaga: A mulher que esquartejou o marido, do jornalista Ullisses Campbell, os avós chegaram a tentar retirar o nome de Elize da certidão de nascimento da neta.

Elize Matsunaga e o empresário Marcos Kitano por Reprodução

Em entrevista ao autor, o avô afirmou que a jovem poderá decidir, quando atingir a maioridade, se deseja ou não retomar o vínculo com a mãe. Desde o crime, a Justiça mantém Elize sem autorização para visitas ou qualquer tipo de comunicação direta com a filha.

Em 2021, a condenada famosa tentou se valer da visibilidade durante uma "saidinha", em setembro, e exibiu um cartaz com mensagem para a filha. "Minha filha, te amarei além da vida", dizia o texto, capturado por cinegrafistas das emissoras presentes. 

Desde 2022, Elize cumpre pena em regime aberto, com restrição para deixar a cidade de Franca, no interior de São Paulo, mas segue impedida de ver a filha. A adolescente continua sob a tutela dos avós paternos, e qualquer tentativa de aproximação depende de decisão judicial.

“Piquenique no inferno”: o manuscrito de Elize

Enquanto estava presa, Elize escreveu um livro intitulado Piquenique no inferno, no qual pretende pedir perdão à filha e contar sua versão dos fatos. No manuscrito, ela diz ter agido sozinha e em defesa própria, após ser ofendida e agredida por Marcos Matsunaga. Trechos da obra foram divulgadas em 2022 pelo portal G1.

“Atira, sua fraca! Atira! Sua vagabunda! Atira ou some daqui com sua família de bosta e deixa minha filha. Você nunca mais irá vê-la. Acha que algum juiz dará a guarda a uma puta?”, relata Elize sobre o que teria ouvido antes de atirar.

Ela descreve o momento do disparo dizendo que foi dominada pelo medo: “A cabeça de Elize parecia um torvelinho. Um caos. Um turbilhão de palavras e sentimentos, entre eles o medo, tão perigoso... Foi então que o dedo no gatilho fez seu trabalho...”

Passado de violência

No mesmo manuscrito, Elize também aborda traumas anteriores ao crime. Ela afirma ter sido estuprada pelo padrasto aos 15 anos. “Quando a penetrava, Elize sentia uma dor cortante com a sensação quente de seu sangue e a reação inútil de seu corpo. Cedeu sua virgindade à violência.”

Segundo o relato, episódios de agressão física e psicológica também teriam ocorrido durante o casamento com Marcos. 

Pedido de perdão à filha

A parte mais emocional do texto é dedicada à filha, a quem Elize tenta se dirigir mesmo sem contato há mais de uma década.

“Espero muito ansiosamente que um dia você me perdoe. Não pretendo justificar o injustificável”, escreveu. “Não há a menor possibilidade de desistir de lutar por ti, minha filha.”

Ela segue: “Minha amada [filha], não sei quando você lerá essa carta ou se um dia isso irá acontecer. Sei o quão complicada é nossa história, mas o que eu escrevo aqui não se apagará tão fácil.”

O crime que chocou o país

O caso que colocou o nome de Elize Matsunaga nas manchetes aconteceu em 19 de maio de 2012. Na época, ela matou, esquartejou e ocultou o corpo do marido, herdeiro da Yoki, dentro do apartamento onde o casal morava, na Zona Oeste de São Paulo.

A filha deles, com apenas um ano, dormia no andar superior do imóvel no momento do crime. Desde então, a Justiça proibiu qualquer aproximação entre mãe e filha, e não houve nenhum encontro entre as duas.

Tags:

Tremembé Elize Matsunaga