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Vaga de Assessor do PCC? Organização cria setor de redes sociais e corregedoria

O novo organograma do Dipol detalha como a cúpula liderada por Marcola profissionalizou a estrutura criminosa.

  • Foto do(a) author(a) Nauan Sacramento
  • Nauan Sacramento

Publicado em 18 de fevereiro de 2026 às 17:07

PCC
PCC Crédito: Arquivo/Agência Brasil

Um novo organograma concluído pelo Departamento de Inteligência Policial (Dipol) revela que o Primeiro Comando da Capital (PCC) atingiu um patamar de organização empresarial. O mapeamento identificou mais de 100 integrantes da facção distribuídos em 12 setores, denominados "sintonias", além de núcleos inéditos de fiscalização e suporte tecnológico. As informações são do Estadão.

No topo da pirâmide permanece a Sintonia Final, núcleo máximo de decisão liderado por Marco Willians Herbas Camacho, o "Marcola". O grupo de cúpula inclui nomes como Julinho "Carambola", "Funchal", "Barbará" e "Maranhão", o único em liberdade. O apoio direto à cúpula é exercido por "Marcolinha", irmão de Marcola.

A investigação aponta duas estruturas inéditas que demonstram a modernização do grupo como a Sintonia da Internet e Redes Sociais, que atuam como núcleo técnico para administrar comunicações criptografadas, monitorar redes sociais de membros e preservar a "unidade ideológica", evitando exposição indesejada do grupo. Outra novidade da organização é o Setor do Raio X, que funciona como uma corregedoria interna com o objetivo de fiscalizar condutas, auditar contas de outros setores e aplicar punições disciplinares.

Além destas, ainda existem unidades já conhecidas pela polícia como a Sintonia do Progresso, focada no crescimento estruturado do narcotráfico e na busca por lucro. Já a Sintonia da Padaria atuando como caixa central, administrando recursos de atividades ilícitas e contribuições internas.

A operação diária é dividida entre a Sintonia da Rua, para o controle territorial externo, e a Sintonia Interna, que mantém a base operacional nas unidades prisionais.

Enquanto isso, o Quadro dos 14 permanece como a instância para julgamentos internos e decisões disciplinares. O levantamento cita ainda associados de peso, como "Fuminho", o "Fantasma da Fronteira" , e o empresário Mohamad Hussein Mourad, o "Primo", investigado por fraudes no setor de combustíveis.

Tags:

Pcc Tráfico Crime Organizado