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Nauan Sacramento
Publicado em 15 de fevereiro de 2026 às 19:31
O Brasil se lembrou dele mesmo no Circuito Osmar (Campo Grande), na tarde deste domingo (15). Carlinhos Brown utilizou sua passagem para realizar uma defesa a herança indígena no Carnaval de Salvador. >
Chefiando o bloco Apaxes do Tororó, o artista antes de iniciar a folia com o público desfilou pelo circuito atrás do trio da Timbalada. Durante a passagem, o artista respondeu que considera a celebração atual representa uma "prova vencida", mas questionou o financiamento de grupos que representam os povos originários do estado.>
Brown destacou a carga simbólica do Campo Grande, apontando a figura do Caboclo do Dois de Julho como o verdadeiro líder espiritual e histórico daquele espaço. Ele ressaltou que sua trajetória musical é fruto de um aprendizado direto com a preservação dos povos indígenas.>
"Passei por todas as entidades que propõem a ideia e o conceito dos povos originários", afirmou o músico, reforçando que o Carnaval deve ser entendido como a "maior sala de aula" para a educação do país.>
Brown cobrou um olhar político mais atento na hora de dividir as verbas de patrocínio, visando auxiliar quem de fato sustenta a base cultural do Brasil. "Eles são os donos da terra", disse. >
Brown encerrou sua fala ao público e pediu para que a memória indígena seja resgata pela sociedade. "Se a gente não souber reparar e olhar para as origens, passaremos por um processo de sermos apagados", finalizou.>
O projeto Correio Folia é uma realização do Jornal Correio com apoio institucional da Prefeitura Municipal de Salvador. >