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Guia de saúde para o Carnaval 2026: especialistas alertam para riscos de lesões, infecções e desidratação

Médicos fazem alertas e deixam dicas de como curtir sem descuidar do corpo; confira

  • Foto do(a) author(a) Nauan Sacramento
  • Nauan Sacramento

Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 06:30

Carnaval de Salvador
Carnaval de Salvador Crédito: Arisson Marinho/CORREIO

Com a chegada das altas temperaturas e das longas jornadas nos circuitos da folia, o corpo humano é levado ao limite. Para evitar que a festa termine em hospitais ou postos de saúde, especialistas das áreas de nutrologia, angiologia, ortopedia e ginecologia reforçam a necessidade de protocolos de autocuidado preventivo. Queixas como intoxicação alimentar, inchaço severo, lesões de joelho e infecções urinárias costumam registrar picos de atendimento durante a semana carnavalesca.

Nutrição e hidratação: combate ao desgaste físico

A médica nutróloga Suzana Viana adverte que o erro mais comum é o jejum compensatório. "Sair para a folia sem comer aumenta drasticamente o risco de mal-estar, especialmente se houver consumo de álcool", explica. A orientação é priorizar refeições que combinem carboidratos (energia), proteínas (saciedade) e gorduras boas.

O consumo de água é essencial para prevenir a desidratação por

Sobre a hidratação, a regra é clara: intercalar cada dose de álcool com um copo de água. Segundo a médica, a sede já é um sinal tardio de desidratação. Sinais como urina escura, tontura e cansaço extremo indicam que o corpo já entrou em sofrimento.

“No pós-Carnaval, o foco deve ser repor líquidos, eletrólitos e nutrientes, além de respeitar o descanso. O organismo dá sinais claros quando precisa de uma pausa, e ouvir esses sinais é fundamental para manter a saúde”, conclui Suzana Viana.

Saúde vascular e ortopédica: o peso da avenida

As longas horas em pé e o calor intenso impactam diretamente a circulação e as articulações. A angiologista Maria Clara Sanjuan destaca que a vasodilatação causada pelo calor favorece a retenção de líquidos. Ela recomenda elevar as pernas ao final do dia e alerta para sintomas de gravidade, como inchaço súbito em apenas uma perna ou dor intensa na panturrilha, que podem indicar problemas vasculares sérios.

Outro ponto de atenção é o consumo de bebidas alcoólicas, bastante comum no Carnaval. O álcool pode provocar desidratação e interferir no funcionamento da circulação. “Quando o corpo está desidratado, o sangue tende a ficar mais viscoso e circula com mais dificuldade, o que pode aumentar o risco de complicações vasculares”, destaca a especialista. A ingestão insuficiente de água potencializa esse efeito, principalmente em dias de calor intenso.

Já o ortopedista David Sadigursky aponta o joelho como a articulação mais vulnerável. "O impacto repetitivo em terrenos irregulares e o uso de calçados sem amortecimento causam microtraumas e estresse nos ligamentos", afirma. O alerta estende-se a profissionais que trabalham na festa, como policiais e ambulantes, que devem respeitar pausas para evitar a fadiga muscular, principal gatilho para entorses.

O especialista reforça que medidas simples ajudam a reduzir o risco de lesões mesmo em rotinas intensas. “Manter uma boa hidratação, priorizar calçados confortáveis, fazer pausas sempre que possível e respeitar os sinais de cansaço do corpo são atitudes fundamentais para atravessar o Carnaval com mais segurança”, orienta.

Cuidados com a saúde íntima feminina

O período exige atenção redobrada das mulheres. A ginecologista Ana Verena Colonnezi alerta que segurar a urina e usar roupas muito justas ou sintéticas cria o ambiente ideal para candidíase e infecções urinárias.

Dica de Ouro: o uso de urinóis femininos (funis mictórios) é recomendado para facilitar a higiene em banheiros públicos. Quanto à higiene, evite duchas vaginais e lenços umedecidos perfumados, que alteram o pH natural. A limpeza deve ser feita apenas na parte externa, com água e sabonetes neutros.

Outro ponto de atenção é o calor excessivo e o uso de roupas muito justas ou feitas de tecidos sintéticos. “Essas peças dificultam a ventilação da região íntima e aumentam a umidade local, criando um ambiente favorável à proliferação de fungos e bactérias”, alerta a especialista. Sempre que possível, a recomendação é optar por roupas e calcinhas leves, de algodão, e trocar peças molhadas de suor ou água o quanto antes.

O projeto Correio Folia é uma realização do Jornal Correio com apoio institucional da Prefeitura Municipal de Salvador.

Tags:

Carnaval Saúde Segurança Médicos