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Notas descartadas e pesos diferentes: como funciona a apuração do Carnaval do Rio

Novo regulamento amplia número de jurados, cria cabines espelhadas e detalha 26 subquesitos no Grupo Especial

  • Foto do(a) author(a) Fernanda Varela
  • Fernanda Varela

Publicado em 18 de fevereiro de 2026 às 15:30

Carnaval 2026
Carnaval 2026 Crédito: Bianca Santos/Riotur

O Rio de Janeiro conhece nesta quarta-feira (18), a partir das 15h45, a campeã do Carnaval 2026. A apuração do Grupo Especial será transmitida ao vivo pela TV Globo. A leitura das notas acontece na Cidade do Samba, na região portuária da capital fluminense.

Neste ano, o regulamento passou por mudanças importantes aprovadas pelas 12 escolas. O número de julgadores subiu para 54, mas apenas 36 terão as notas consideradas na abertura dos envelopes. Antes do início da leitura, a Liga Independente das Escolas de Samba realiza dois sorteios.

Cão Orelha é homenageado no desfile da Mocidade Independente de Padre Miguel por Reprodução

O primeiro define a ordem de leitura dos nove quesitos, critério que também serve como desempate. O segundo elimina dois jurados de cada fundamento. Na prática, metade das avaliações será descartada ao longo do processo.

Como funciona o descarte

Os 54 julgadores foram distribuídos em quatro módulos ao longo da Marquês de Sapucaí. As cabines das extremidades são duplas, e o sorteio exclui um avaliador por módulo nesses pontos. Ao fim da apuração, restam 36 notas válidas.

Durante a leitura, a menor nota de cada quesito também é automaticamente descartada, como já ocorria em anos anteriores. Com isso, o resultado final será formado por 27 notas, exatamente a metade das 54 atribuídas inicialmente. As avaliações variam de 9,0 a 10, com possibilidade de décimos. A nota zero só é aplicada em caso de ausência de quesito.

Regras e penalidades

Antes da abertura dos envelopes, a Liga verifica se todas as escolas cumpriram as obrigatoriedades. O tempo de desfile deve ficar entre 70 e 80 minutos. Cada minuto acima ou abaixo do limite resulta em perda de 0,1 ponto.

Outras penalidades podem gerar descontos de 0,5 ponto, como no caso de ala de baianas com menos de 60 integrantes.

Critérios de desempate

Só pode haver empate na primeira colocação, e apenas se houver igualdade absoluta na pontuação final e nos nove subtotais. Caso contrário, a ordem segue critérios definidos.

A comparação começa pelo último quesito lido no sorteio. Se persistir o empate, analisa-se o penúltimo, e assim sucessivamente. Depois, conta-se o maior número de notas 10 recebidas. Se ainda houver igualdade, passam a ser comparadas as notas abaixo de 10, começando por 9,9. Em último caso, a decisão ocorre por sorteio.

Cabines espelhadas e avaliação em 360 graus

Uma das principais novidades foi a implantação de cabines espelhadas nos setores 6 e 7 da Sapucaí. Os módulos 2 e 3 ficaram frente a frente, obrigando as escolas a apresentarem quesitos como comissão de frente e casal de mestre-sala e porta-bandeira em 360 graus.

A medida impactou diretamente a concepção coreográfica e a distribuição das apresentações na avenida.

Subquesitos detalham avaliação

Os nove quesitos tradicionais foram divididos em 26 subquesitos. Alegorias e Adereços, Bateria, Comissão de Frente, Enredo, Evolução, Fantasias, Harmonia, Mestre-Sala e Porta-Bandeira e Samba-Enredo passaram a ter critérios mais específicos, como criatividade, funcionalidade, fluência, espontaneidade e riqueza poética.

Cada fundamento pode ter até quatro subdivisões. O jurado soma os critérios e lança o total no envelope ao fim de cada noite de desfile, modelo que passou a ser adotado desde 2025.

Segundo a Liga, o objetivo das mudanças foi tornar o julgamento mais técnico e transparente. Com o novo sistema, o foco deixa de ser a comparação direta entre escolas e passa a ser a identificação de falhas e acertos dentro de cada apresentação.

Com novas regras, metade das notas descartadas e critérios mais detalhados, a apuração desta Quarta-Feira de Cinzas promete uma disputa decidida nos décimos.