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Ford anuncia motor flex em nova versão off-road da Ranger; saiba quando chega

Sistema bicombustível está sendo desenvolvido no Brasil e liderado pela engenharia baseada em Camaçari

  • Foto do(a) author(a) Antônio Meira Jr.
  • Antônio Meira Jr.

Publicado em 19 de janeiro de 2026 às 14:00

A série Tremor tem aspectos off-road aprimorados e vai utilizar o motor 2.3 litros turbo
A série Tremor tem aspectos off-road aprimorados e vai utilizar o motor 2.3 litros turbo Crédito: Divulgação

A Ford vai ampliar a gama da Ranger no Brasil com novas configurações que incluem versões com motor flex, híbrida plug-in e cabine simples. O anúncio foi feito por Martin Galdeano, presidente da Ford América do Sul, durante uma prévia da marca no Salão do Automóvel de Detroit, que acontece até domingo nos Estados Unidos.

A principal novidade é a chegada da Ranger Tremor, configuração inédita da picape média no mercado brasileiro. Com apelo off-road, a versão estreia na linha Ranger depois de ser lançada inicialmente na Maverick e, posteriormente, na F-150 - ambas já comercializadas no país.

“A família Tremor chegou ao Brasil no segundo trimestre do ano passado, com a F-150 e a Maverick, e foi muito bem recebida pelo mercado. Tanto que se tornou a versão mais vendida de ambas as linhas”, afirmou Galdeano.

A Ranger Tremor já é oferecida em alguns mercados por Divulgação

A Ranger Tremor será produzida na fábrica de General Pacheco, na região metropolitana de Buenos Aires, e terá propulsão bicombustível no Brasil. Segundo o executivo confirmou ao CORREIO, o desenvolvimento do sistema flex para o motor 2.3 litros turbo está sendo conduzido pela engenharia brasileira, baseada em Camaçari. Já os testes práticos são realizados no Campo de Provas de Tatuí, no interior de São Paulo.

O mesmo conjunto motriz flex será utilizado na futura Ranger híbrida plug-in, também produzida na Argentina. Esse modelo está previsto para chegar ao mercado brasileiro em 2027, após o lançamento da Tremor, programado para o fim de 2026.

Antes dessas duas novidades, a Ford vai lançar uma versão de cabine simples da Ranger, equipada com o motor 2.0 turbodiesel já utilizado no portfólio atual da picape.

Para viabilizar a produção das novas configurações, a montadora anunciou um aporte adicional de US$ 170 milhões na planta argentina. O valor se soma aos US$ 700 milhões investidos entre 2021 e 2025, período em que a fábrica passou por uma ampla modernização para receber a atual geração da Ranger, incluindo a construção de uma nova fábrica de motores. Com isso, o investimento total chega a US$ 870 milhões, cerca de R$ 4,7 bilhões.

A Ram vai desafiar a Toyota Hilux, a Chevrolet S10 e a Ranger com a nova Dakota por Divulgação

MERCADO EM EXPANSÃO

Em 2025, a Ranger somou 34.047 emplacamentos no Brasil, volume quase 7% superior ao registrado no ano anterior e acima do crescimento médio dos comerciais leves, que foi de 2,9% no período.

Além da picape da Ford, outros modelos do segmento também ampliaram as vendas, como a Chevrolet S10. Já a Toyota Hilux apresentou uma leve retração de 0,6%.

O segmento de picapes médias deve ganhar novos concorrentes nos próximos anos. A primeira delas é a Ram Dakota, que tem como base a Fiat Titano e já está sendo produzida na Argentina para exportação ao Brasil.

A Kia também vai estrear na categoria ainda este ano, com a Tasman, enquanto a Volkswagen prepara a substituta da Amarok para 2027. Antes disso, até o fim de 2026, a marca alemã deve lançar a versão de produção de uma picape intermediária que vai disputar mercado com a Fiat Toro.

A Renault é outra fabricante que prepara uma novidade para o segmento. Baseado no conceito Niagara, o modelo será maior que a Oroch, produzido na Argentina e deve chegar ao Brasil no fim deste ano.

Donald Trump visitou uma fábrica da Ford em Detroit, com Bill Ford, presidente do conselho da empresa (esquerda) e Jim Farley,  presidente e CEO da empresa (direita)
Donald Trump visitou uma fábrica da Ford em Detroit, com Bill Ford, presidente do conselho da empresa (esquerda) e Jim Farley, presidente e CEO da empresa (direita) Crédito: Nic Antaya/ Divulgação

CONTEXTO INDUSTRIAL

Detroit, cidade mais populosa do estado de Michigan e conhecida como Motor City por ser sede de fabricantes como Ford, General Motors e Jeep, vive dias movimentados com a proximidade do Salão do Automóvel e uma série de agendas políticas e industriais. Foi nesse contexto que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visitou recentemente a fábrica da Ford onde é produzida a F-150, picape mais vendida do mercado americano há 49 anos.

A montadora informou que atendeu a um pedido da Casa Branca e recebeu Trump ao lado do secretário do Tesouro, Scott Bessent. Na ocasião, a Ford reforçou que cerca de 80% dos modelos vendidos nos Estados Unidos são montados localmente, alinhando o discurso à política de incentivo à produção doméstica defendida pelo governo americano.

*O JORNALISTA VIAJOU A CONVITE DA FORD