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Antônio Meira Jr.
Publicado em 9 de janeiro de 2026 às 14:00
Há pouco mais de duas décadas, quando a Ford introduziu o EcoSport no mercado brasileiro, o desejo do consumidor foi aguçado. Até então, os SUVs eram modelos maiores e, consequentemente, mais caros. A partir daquele momento, os concorrentes passaram a oferecer produtos semelhantes, movimento que segue até hoje, com novos lançamentos surgindo de forma constante.>
Nos últimos quatro anos, teve início a fase dos SUVs de entrada, projetados para ocupar o espaço antes dominado pelos hatches. Esse ciclo começou com o Fiat Pulse, apresentado no fim de 2021. Em seguida, chegaram o Renault Kardian, em 2023, e o Volkswagen Tera, lançado em meados do ano passado. A onda não dá sinais de arrefecer: a Chevrolet já anunciou que lançará, nos próximos meses, um veículo nesse segmento. A Hyundai, embora ainda não tenha feito confirmação oficial, também deve apostar em um produto similar, o Bayon.>
Em comum, esses modelos têm a missão de atrair clientes dos hatches compactos. A General Motors, controladora da Chevrolet, entendeu que o Onix já não apresenta o mesmo fôlego de anos anteriores. Para não ficar de fora desse movimento, a Nissan promoveu uma reformulação no Kicks de primeira geração.>
SUVs compactos
A Hyundai acompanha de perto o mercado, que observa a escalada de sucesso do Tera. Presente nas concessionárias desde junho, o novo Volkswagen acumulou mais de 30 mil emplacamentos nos últimos três meses, com alto percentual de vendas no varejo. Na prática, isso indica que se trata de um modelo procurado pelo consumidor final, e não voltado majoritariamente às frotas de locadoras.>
HATCHES EM BAIXA>
Mesmo atualizado, o Chevrolet Onix perdeu espaço no último ano. Foram emplacadas 79.856 unidades em 2025, queda de 18%. O volume de vendas do Polo também diminuiu, passando de 140.147 carros em 2024 para 122.613 no ano passado. Porém, a VW cresceu no país no último ano por conta da introdução do Tera, que inclusive tirou vendas do Onix.>
Esse é um dos motivos da grande expectativa em torno da chegada do novo SUV de entrada da Chevrolet, batizado de Sonic. A empresa tem uma das maiores redes de concessionários do país e precisa de um produto de volume rentável.>
NOVOS JAPONESES>
Motivada pelo sucesso do Corolla Cross, que no ano passado vendeu quase o dobro da versão sedã, a Toyota substituiu o Yaris pelo Yaris Cross. Não fosse um temporal que danificou a fábrica no interior de São Paulo, o modelo já estaria circulando pelas ruas. Superados os contratempos, o compacto já teve seus preços definidos e começa a ser entregue nas próximas semanas.>
A sólida reputação da marca no pós-venda levou milhares de clientes a procurarem o Yaris Cross antes mesmo de sua chegada às concessionárias. Parte desse público já realizou um sinal financeiro e aguarda apenas o envio dos veículos às lojas para quitar o valor restante.>
O modelo, no entanto, não disputará o segmento de entrada, posicionando-se em uma faixa acima, ao lado de produtos como o Hyundai Creta e o Volkswagen T-Cross. O Yaris Cross é oferecido em duas versões a combustão (motor flex 1.5 litro de 122 cv) e duas híbridas (motor flex 1.5 litro associado a dois motores elétricos, com potência combinada de 111 cv). Os preços variam de R$ 161.390 a R$ 189.990.>
Outra fabricante japonesa que reforça o portfólio é a Honda. Após os lançamentos de CR-V, ZR-V e HR-V, a marca promoveu o retorno do WR-V, que tem apresentado bom desempenho comercial. Maior e mais robusto que o antecessor, a segunda geração já registra fila de espera de até 60 dias em algumas regiões.>
Inicialmente, a Honda optou por oferecer apenas duas versões, ambas equipadas com transmissão automática e motor 1.5 litro aspirado (126 cv). No início deste ano, a empresa reajustou os preços em R$ 2.110. Com isso, o WR-V na versão LX passa a custar R$ 147.100, enquanto a EXL sai por R$ 152.100.>