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Bruno Wendel
Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 05:00
“Blindagem é direito de quem arrisca a vida, não regalia de quem se omite”. A frase abre uma nota de repúdio que circula em grupos de mensagens da Polícia Militar da Bahia. Segundo militares, o texto busca alertar a cúpula da corporação sobre a situação no 30º BPM, no Nordeste de Amaralina.>
Duas das três viaturas blindadas da unidade não seriam usadas no policiamento diário, pois estariam à disposição do comando. “O aço que deveria proteger a tropa no combate estaria servindo ao conforto VIP de oficiais”, diz o texto. O caso ganhou repercussão após a morte do cabo Glauber Santos, na terça-feira (3). >
Cercado por criminosos no Vale das Pedrinhas, ele e outros PMs deixaram a viatura, que não era blindada. Glauber foi baleado na cabeça. Há denúncias de desvio de finalidade de veículos com proteção balística na 1ªCIMP e da 23ª CIMP. A PM foi procurada para se manifestar. >
PMs denunciam desvio no uso de viaturas blindadas
Camarote da PM no Carnaval: para quem mesmo? >
Qual a real necessidade de manter um camarote da Polícia Militar no Carnaval de Salvador, se 90% dos foliões não representam nem 10% dos militares que dão o sangue pela corporação? Pelo menos é o que a tropa afirma sobre o Camarote Folia, montado nos circuitos de Ondina, para 3 mil pessoas, e em Campo Grande (Casa D’Itália), para 2 mil.>
Segundo denunciantes, todo ano a situação se repete: a maior parte dos frequentadores é civil, enquanto a cota destinada à tropa é definida por sorteio, curiosamente preenchido sempre por oficiais recém-chegados à corporação — ou seja, nunca por policiais com 10 ou 20 anos de carreira, que poderiam, em seu dia de folga, usufruir também das mordomias milionárias bancadas pelo governo do estado.>
A coluna pediu um posicionamento da Polícia Militar, mas até o momento nada. >
Camarote da PM no Carnaval esvazia policiais e prioriza civis
Exumação de corpo de professora >
A Polícia Civil solicitou a exumação do corpo da professora Nérica França da Conceição, 52 anos, vítima de feminicídio no ano passado, em Salinas das Margaridas.>
A retirada dos restos mortais, requerida no dia 3 deste mês pela 24ª DT (Vera Cruz), é necessária devido a resultados encontrados pela perícia e possíveis contradições no laudo.>
O procedimento pode levar de volta à prisão o marido da vítima, liberado pelo TJBA por falta de provas. >
Corpo de professora será exumado