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Morte de PM no Nordeste de Amaralina: ‘Falcão’, do CV, tem mandado de prisão

Traficante é considerado fugitivo do sistema prisional e cumpria pena em regime semiaberto

  • Foto do(a) author(a) Bruno Wendel
  • Bruno Wendel

Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 15:00

'Falcão' é apontado como responsável pela morte de PM
'Falcão' é apontado como responsável pela morte de PM Crédito: Divulgação

Apontado como líder do “bonde” responsável pelo ataque a uma viatura da Polícia Militar que resultou na morte do cabo Glauber Rosa Santos, no Complexo do Nordeste, na madrugada desta terça-feira (3), Tiago Roberto Cunha, conhecido como “Falcão”, integrante do Comando Vermelho (CV), possui mandado de prisão por tráfico de drogas expedido desde 21 de dezembro de 2021 pela Vara de Execuções Penais de Lauro de Freitas.

A decisão foi assinada pela juíza Jeine Vieira Guimarães, após o traficante ter sido considerado “evadido da unidade prisional”. Ele cumpria pena no Conjunto Penal de Lauro de Freitas, em regime semiaberto. O mandado é decorrente de condenação transitada em julgado, ou seja, não existe mais possibilidade de recurso.

'Falcão', do CV, tem mandando de prisão por Divulgação

De acordo com fontes policiais, “Falcão” comanda o tráfico de drogas no Alto do Vale das Pedrinhas, área que abrange a Rua do Japão, Rua da Coreia e a localidade conhecida como Banco dos Cornos.

Em seu perfil em uma rede social, o secretário de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Marcelo Werner, informou que a Polícia Civil realiza “diligências em diversos pontos do bairro onde ocorreu o crime” e que as investigações sobre a morte do policial militar avançam.

“Depoimentos e informações coletadas estão subsidiando as apurações contra o grupo responsável pelo ataque”, afirmou.

Tiros

Segundo informações da tropa, o cabo Glauber e outros três policiais militares embarcaram em uma viatura do 33º Batalhão (Nordeste de Amaralina), onde trabalhavam, para buscar uma oficial da unidade no Vale das Pedrinhas. No entanto, pouco antes de chegar ao destino, um “bonde”, composto por pelo menos 15 homens armados e que teria sido liderado por “Falcão”, abriu fogo contra os policiais. No momento do ataque, os traficantes participavam de um “paredão”.

“Como estavam vulneráveis dentro da viatura, os quatro desembarcaram. Foi nesse momento que Glauber foi atingido”, contou um policial amigo da vítima, que preferiu não se identificar. Após o acionamento do Alfa 11 — código de alerta que indica ameaça à vida de policiais —, outras duas viaturas da PM chegaram para dar apoio, dando início a um intenso tiroteio. Somente com a chegada do reforço foi possível socorrer o cabo.

Glauber foi levado ao Hospital Geral do Estado (HGE). “Ele morreu na mesa de cirurgia”, relatou o amigo. A notícia do óbito começou a circular em grupos internos da tropa pouco depois das 9h.

Operações

Mesmo antes da confirmação da morte do policial, militares de diversas unidades já ocupavam o Complexo do Nordeste. Equipes da Patamo, do Bope e do 33º Batalhão foram vistas circulando pelas ruas e por localidades consideradas de alto risco, como a Rua do Japão, apontada como território de “Falcão”. Pelo menos dois helicópteros do Graer sobrevoavam a região.

Até a noite de ontem, a informação era de que pelo menos oito suspeitos morreram em confrontos. Em razão do clima de insegurança, os ônibus deixaram de circular no Vale das Pedrinhas e em Santa Cruz.