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Bruno Wendel
Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 13:26
Por terra ou por mar. Até o momento, essas são as duas alternativas usadas pelo Comando Vermelho para levar armas e drogas à Ilha de Itaparica, segundo o que a polícia já conseguiu mapear. Na maioria das vezes, as remessas enviadas ao Cone Sul — que inclui Aratuba, Berlique e Tairu — partem de Salvador. As informações chegam às forças de segurança por meio do Serviço de Inteligência. >
Recentemente, dois homens foram presos pela Polícia Militar dentro de um táxi carregado de maconha, cocaína e crack, além de farta quantidade de munições, incluindo calibres de revólver .38, pistolas .44, .45 e 9 mm, além de carregadores para fuzis 5.56. A prisão, seguida da apreensão do material, aconteceu no povoado de Aratuba, próximo à entrada da Divinéia, em Vera Cruz. Toda a carga tinha como destino o gerente do CV de Jeribatuba, identificado como Marvim. >
CV abastece a Ilha de Itaparica com armas e drogas
No ano passado, duas mulheres que estavam em um Renault Kwid branco embarcaram em um ferry-boat no Terminal de São Joaquim. Assim que a embarcação atracou no terminal de Bom Despacho, as suspeitas foram desmascaradas por agentes, que encontraram uma grande quantidade de entorpecentes e munições. “Eram jovens, bem-vestidas, como se fossem viajar para o Baixo Sul. Mas integravam a facção”, contou uma fonte da Secretaria de Segurança Pública. As traficantes eram do bairro de Tancredo Neves, um dos bairros de Salvador sob o controle do Comando Vermelho. >
Ainda de acordo com a fonte, drogas e armas também chegam ao chamado Conde Sul por meio de pequenas embarcações. “A gente sabe que eles utilizam canoas motorizadas que saem do mar da Gamboa, principalmente à noite, para dificultar a ação da polícia”. A Gamboa é mais um território dominado por faccionados cariocas em Salvador. >