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Pix acima de R$ 5 mil por mês já entra no radar fiscal em 2026?

Receita intensifica uso de inteligência artificial para comparar fluxo bancário, variação patrimonial e declaração anual do contribuinte.

  • Foto do(a) author(a) Amanda Cristina de Souza
  • Amanda Cristina de Souza

Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 14:54

Risco na conta física: Recebimentos de serviços via Pix sem a emissão de nota fiscal ou preenchimento do Carnê-Leão são os principais motivos de retenção na malha fina para o exercício de 2026
Risco na conta física: Recebimentos de serviços via Pix sem a emissão de nota fiscal ou preenchimento do Carnê-Leão são os principais motivos de retenção na malha fina para o exercício de 2026 Crédito: Portal Reforma Tributária

O cerco fiscal sobre as transações digitais no Brasil atingiu um novo patamar de sofisticação. Para o exercício de 2026 (ano-calendário 2025), a Receita Federal ampliou e aprimorou o uso de ferramentas de análise de dados e cruzamento eletrônico de informações, com foco imediato na identificação de omissão de rendimentos e variações patrimoniais não justificadas.

Diferente do mito popular, o Fisco não foca em transações Pix isoladas de baixo valor, mas sim no montante global mensal reportado pelas instituições financeiras. 

O limite dos R$ 5 mil: quando a movimentação passa a ser informada

A base legal para esse monitoramento reside na Instrução Normativa RFB nº 2.278/2025, que regulamenta a e-Financeira. Por meio desta norma, bancos e fintechs são obrigados a transmitir informações sobre a movimentação financeira dos clientes sempre que o total mensal superar:

  • Pessoas Físicas (CPF): R$5.000,00 por mês
  • Pessoas Jurídicas (CNPJ): R$15.000,00 por mês;

Esses dados alimentam os sistemas Harpia e T-Rex, supercomputadores que confrontam o fluxo de caixa real com o que é declarado anualmente pelo contribuinte.

"A Receita possui o rastro digital completo. O IRPF não é mais uma declaração isolada, mas a peça final de um mosaico de dados já em posse do Estado"

Carlos Alberto

Contador da Countax Contabilidade

Autônomos e liberais: O perigo de receber via Pix sem o Carnê-Leão

Juridicamente, o recebimento via Pix não é fato gerador de imposto por si só, mas sim da natureza da transação. O risco de autuação é acentuado nos seguintes cenários:

  • Profissionais Autônomos e Liberais: recebimento de honorários via Pix sem a devida escrituração no Carnê-Leão e sem emissão de nota fiscal ou recibo.
  • Confusão entre Personalidades Jurídicas: utilização da conta CPF para fins comerciais (venda de mercadorias ou serviços), o que pode levar ao desenquadramento tributário e cobrança de impostos como pessoa jurídica.
  • Variação Patrimonial a Descoberto: quando o fluxo financeiro no Pix permite a aquisição de bens (veículos, imóveis) que não condizem com a renda tributável declarada.

Nota: a Receita Federal tem o prazo decadencial de cinco anos para realizar o lançamento de ofício de tributos não declarados. Uma inconsistência detectada em 2026 pode gerar uma cobrança retroativa até 2031, acrescida de juros SELIC e multas que variam de 75% a 150%.

Inteligência Artificial: Algoritmos da Receita Federal agora identificam inconsistências entre a variação patrimonial e o fluxo de caixa digital via Pix, reduzindo as chances de omissão de receita por Banco de Imagens

Como se proteger?

Para evitar o risco de "malha fina", o especialista Carlos Alberto recomenda a segregação rigorosa de contas bancárias. Doações e empréstimos entre familiares, embora isentos de IR em muitos casos, devem ser informados na declaração para justificar a origem do capital e evitar a presunção de omissão de receita.

A recomendação técnica é que o contribuinte mantenha a guarda de documentos comprobatórios por, no mínimo, cinco anos, o que assegura sua defesa em eventuais procedimentos de fiscalização. 

Tags:

Pix Imposto de Renda Receita Federal Rendimentos