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Alerta no prato: veja 4 tipos de peixe que concentram mais mercúrio e devem ter consumo moderado

Especialistas alertam para quatro tipos de peixe que pedem consumo moderado

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 27 de março de 2026 às 06:00

Metal tóxico se acumula em grandes predadores e pode afetar o sistema nervoso
Metal tóxico se acumula em grandes predadores e pode afetar o sistema nervoso Crédito: Freepik

O peixe costuma aparecer nas listas de alimentos mais saudáveis. Rico em proteínas e ômega 3, ele protege o coração e reforça a dieta. No entanto, existe um detalhe pouco comentado que pode mudar a forma como você escolhe o que vai ao prato.

Embora todos os peixes possam conter metilmercúrio, um metal tóxico, apenas algumas espécies concentram níveis mais elevados. O risco cresce conforme o tamanho e o tempo de vida do animal, o que acende um alerta para grupos mais sensíveis.

Antes de excluir o pescado do cardápio, é importante entender como ocorre a contaminação e quais escolhas são consideradas mais seguras. A resposta envolve a cadeia alimentar marinha e um processo chamado bioacumulação.

Peixe-espada por Shutterstock

Como o mercúrio chega ao seu prato

O mercúrio é liberado no ambiente por atividades como mineração e queima de carvão e petróleo, além de fenômenos naturais, como o vulcanismo. A partir daí, ele alcança rios e oceanos, onde passa por transformações químicas.

Na água, microrganismos convertem o metal em metilmercúrio, uma forma ainda mais tóxica e facilmente absorvida por organismos vivos. Esse composto se espalha pela vida marinha de maneira silenciosa e persistente.

Peixes pequenos ingerem essas partículas ao se alimentar. Depois, são consumidos por predadores maiores. A cada etapa da cadeia alimentar, a concentração aumenta, caracterizando a chamada bioacumulação.

Por que a contaminação preocupa especialistas

O metilmercúrio afeta principalmente o sistema nervoso humano. Em adultos, a exposição excessiva pode provocar tremores, falhas de memória e dificuldades cognitivas, sobretudo quando o consumo é frequente.

Além disso, o efeito pode ser cumulativo. Ou seja, pequenas quantidades ingeridas ao longo dos anos tendem a se somar no organismo, elevando o risco de problemas neurológicos no futuro.

Gestantes, bebês e crianças formam o grupo mais vulnerável. Nessa fase, o sistema nervoso ainda está em desenvolvimento, o que aumenta a possibilidade de impactos permanentes no cérebro.

As 4 espécies que exigem mais atenção

De acordo com a Agência Espanhola de Segurança Alimentar e Nutricional, quatro espécies não são recomendadas para grávidas, crianças e lactantes devido aos níveis mais altos de mercúrio.

A lista inclui peixe-espada, atum rabilho, tubarão, incluindo o cação, e lúcio, peixe de água doce comum no Hemisfério Norte. Todos são grandes predadores e vivem por muitos anos.

Para quem não integra os grupos de risco, a orientação ainda é moderar o consumo. Isso porque o mercúrio se acumula progressivamente no tecido muscular e o corpo não o elimina com rapidez.

Escolhas mais seguras no dia a dia

Por outro lado, especialistas indicam priorizar espécies menores, como sardinha, pescada, bacalhau, salmão e truta. Em geral, esses peixes apresentam níveis mais baixos de contaminação.

Entre os frutos do mar, camarão, lula, polvo, mexilhão, caranguejo, ostra e lagosta também costumam ter menor concentração do metal. Ainda assim, variar as escolhas ao longo da semana faz diferença.

Assim, é possível manter os benefícios nutricionais do peixe, como o aumento do colesterol bom e a oferta de vitaminas, sem ampliar desnecessariamente a exposição ao mercúrio. A chave está no equilíbrio e na informação.