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Felipe Sena
Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 20:24
A morte de Eliza Samudio é cercada por lacunas e pontos mal resolvidos até hoje, principalmente pelo corpo da jovem nunca ter sido encontrado. Eliza foi dada como morta, em 2010, e o principal suspeito do mandato do assassinato foi o então goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes de Souza. O nome da ex-modelo voltou aos holofotes após um passaporte intacto ser encontrado em um apartamento em Portugal.>
Bruno foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão pelo assassinato, pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver, sendo considerado culpado por ter planejado e mandado matar a ex-modelo, embora o corpo não tenha sido encontrado, e recebeu liberdade condicional em 2023.>
Relembre Eliza Samudio
Nada justifica um assassinato, no entanto, algumas motivações e interesses foram cruciais para o assassinato de Eliza, como a pensão alimentícia e o reconhecimento da paternidade. O ex-goleiro agiu por um conjunto de motivos que incluíam a recusa de assumir o filho, o desejo de fazer Eliza Samudio abortar em algumas tentativas, agressões e ameaças, além do ressentimento por ela expor publicamente a relação e as exigências financeiras, o que gerou complicações na carreira dele, levando-o a prometer vingança antes do crime.>
Em 2011, em entrevista à revista Veja, o goleiro Bruno afirmou que conheceu Eliza numa festa, que chamou de orgia, na casa de um amigo, identificado como o também goleiro do Flamengo na época, Paulo Victor.>
Bruno revelou que o preservativo usado com Eliza estourou. Ainda de acordo com ele, após saber da gravidez, soube que “todo o time do São Paulo a conhecia, e que ela já tinha feito filme pornô” e que, preocupado, chegou a fazer exame HIV.>
Na época em que se relacionaram, o exame de DNA, exigido por Bruno, confirmou que o filho, Bruninho, era do ex-atleta. O objetivo inicial dos testes foi identificar sangue encontrado no carro de Bruno, provando ser de Eliza, e confirmar a paternidade do filho, que inicialmente foi negada por Bruno, levando a judicialização e posterior reconhecimento da paternidade.>
Relembre Eliza Samudio
Os principais desejos de Eliza eram o reconhecimento da paternidade, o que aconteceu como esperado, além do pagamento de pensão alimentícia para a criança. No entanto, o teste positivo para o exame iniciou uma emaranhado de outros episódios de ameaças, chantagens e agressões. Eliza chegou a registrar queixa na polícia em 2009, alegando ter sido agredida, ameaçada e mantida em cárcere privado por Bruno e seus amigos, sendo forçada a tomar substâncias abortivas. >
Após sua morte, a mãe de Eliza, Sônia Moura, que obteve a guarda do neto, entrou na Justiça e conseguiu uma decisão que obriga Bruno a pagar uma indenização por danos morais e materiais ao filho, no valor de mais de R$ 600 mil (valor atualizado). >
Já a defesa de Bruno alegou na época que Eliza exigia R$ 50 mil para evitar um escândalo e não expor publicamente a situação da gravidez e o relacionamento dos dois. Bruno e sua defesa tentaram, em várias ocasiões, negociar ou parcelar a dívida acumulada da pensão alimentícia, que chegou a milhões de reais.>
Em julho de 2025, Sônia denunciou o Bruno por não pagar pensão alimentícia para o filho Bruninho desde 2022, acumulando uma dívida que se aproximava de R$ 90 mil, com o processo judicial parado no Rio de Janeiro.>
O caso que segue cheio de lacunas e mistérios chocou o Brasil em junho de 2010, quando Eliza Samudio, foi assassinada aos 25 anos. As investigações apontaram que ela foi morta a mando do então goleiro Bruno Fernandes, com quem teve um filho.>
Bruno foi condenado pela Justiça como mandante do homicídio, além dos crimes de sequestro e ocultação de cadáver. Também foram condenados Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, apontado como executor do crime, e Luiz Henrique Romão, o Macarrão, amigo do jogador, condenado por participação no sequestro e cárcere privado. Apesar das condenações, o corpo de Eliza Samudio nunca foi localizado, o que mantém o caso cercado de questionamentos até hoje.>