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Heider Sacramento
Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 20:12
O cantor Belo voltou a ter o nome envolvido em uma disputa judicial relacionada à antiga dívida milionária com o ex-jogador Denílson. Desta vez, a ação não parte do pentacampeão, mas do advogado que representou o artista no processo e agora cobra o pagamento de honorários advocatícios. >
Segundo reportagem do Terra, o advogado Marcelo Epifânio Rodrigues Passos entrou com uma ação na última sexta-feira (6), no Tribunal de Justiça de São Paulo. Ele afirma que atuou na negociação que reduziu a dívida de Belo com Denílson de cerca de R$ 8 milhões para R$ 2,7 milhões, mas não recebeu os valores acordados ao fim do processo.>
Cantor Belo
De acordo com a defesa, o trabalho incluiu a celebração do acordo, custos processuais e a liberação de créditos junto à TV Globo, relacionados à participação de Belo no Dança dos Famosos. Mesmo após o encerramento definitivo da disputa em dezembro de 2023, com o trânsito em julgado decretado pela Justiça, os honorários não teriam sido quitados.>
Na petição, os advogados de Rodrigues Passos afirmam que foram feitas diversas tentativas de acordo extrajudicial, incluindo uma notificação judicial em dezembro de 2025. O texto cita que "empreendeu todas as formas imagináveis para uma solução amigável".>
"Por fim, o artigo 25 estabelece que findo o trabalho, pelo Trânsito em Julgado, nasce a obrigação de saldar o êxito contratualmente previsto", diz um trecho da ação, assinada pelo escritório de Antonio Claramunt.>
Com juros e correção monetária, o valor cobrado chega a R$ 224.208,77. Caso não haja pagamento, a defesa solicita o bloqueio de bens do cantor.>
A assessoria de Belo não se manifestou até a publicação.>
A disputa entre Belo e Denílson começou no fim dos anos 1990, quando o ex-jogador adquiriu os direitos da banda Soweto, na época liderada pelo cantor. Em 2000, Belo deixou o grupo para seguir carreira solo, o que motivou Denílson a entrar na Justiça alegando quebra de contrato e prejuízos financeiros.>
Denilson
A defesa do artista sempre sustentou que ele não reconhecia Denílson como detentor dos direitos da banda e que nunca recebeu apoio financeiro do ex-atleta. Ainda assim, após anos de tramitação, o Tribunal de Justiça de São Paulo reconheceu a validade do contrato e determinou o pagamento de uma indenização inicial de R$ 388 mil.>
Com o passar do tempo e a falta de quitação, o valor foi corrigido e chegou à casa dos R$ 8 milhões, com penhora de bens e bloqueios judiciais. O acordo firmado em 2023 colocou fim à disputa principal, mas agora o caso volta aos holofotes com a nova ação movida pelo advogado que atuou na defesa do cantor.>