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Descoberta de 2,6 milhões de anos muda a visão sobre a evolução e o futuro do homem na Terra

Mandíbula encontrada na Etiópia mostra que antigos hominídeos eram mais adaptáveis

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 18:00

Espécie considerada limitada pode ter sido tão resiliente quanto o gênero Homo
Espécie considerada limitada pode ter sido tão resiliente quanto o gênero Homo Crédito: Reprodução/Youtube

Uma mandíbula de 2,6 milhões de anos encontrada na Etiópia está mudando o entendimento sobre a evolução humana. O fóssil pertence ao Paranthropus, um antigo parente do ser humano que viveu na África ao lado dos primeiros hominídeos.

A espécie, antes vista como pouco flexível, agora surge como capaz de ocupar territórios diversos e enfrentar desafios ambientais complexos.

O estudo, publicado na revista Nature em janeiro de 2026, sugere que a história da humanidade envolve mais caminhos possíveis do que se acreditava até agora.

Ossos quebrados, fraturas e gesso por Shutterstock

Um parente esquecido da humanidade

O Paranthropus foi um grupo de hominídeos que viveu no continente africano entre cerca de 2,7 milhões e 1 milhão de anos atrás. Ele não deu origem aos humanos modernos, mas compartilha um ancestral comum com o gênero Homo.

Seu corpo chamava atenção principalmente pela estrutura do rosto e da mandíbula, adaptadas para uma mastigação poderosa. Essas características ajudaram a espécie a sobreviver em ambientes desafiadores.

Por muito tempo, essa anatomia foi interpretada como sinal de limitação evolutiva. A nova evidência, porém, indica que essa leitura pode ter simplificado demais o papel do Paranthropus.

Um achado fora do mapa

A mandíbula foi localizada na região de Afar, no norte da Etiópia, a cerca de mil quilômetros de distância dos registros anteriores da espécie. Essa posição inesperada chamou a atenção dos pesquisadores.

Até então, o Paranthropus era associado a áreas mais restritas do leste africano. O novo fóssil amplia essa visão e mostra que ele ocupou regiões muito mais amplas.

As evidências apontam que a espécie conviveu com os primeiros humanos por longos períodos, dividindo paisagens e recursos em vez de ser rapidamente substituída.

Quando a força não significa limite

O apelido de hominídeo quebra-nozes surgiu por causa dos dentes grandes e do esmalte espesso do Paranthropus. Durante décadas, isso sustentou a ideia de uma dieta extremamente especializada.

Essa interpretação levou muitos cientistas a acreditar que a espécie era vulnerável a mudanças ambientais. Em cenários instáveis, isso explicaria sua extinção.

No entanto, análises detalhadas com tomografia revelaram um sistema mastigatório eficiente e versátil, capaz de lidar com diferentes tipos de alimento ao longo do tempo.

Caminhos que não chegaram até nós

Com 2,6 milhões de anos, a mandíbula está entre os fósseis mais antigos do Paranthropus já identificados. Isso obriga a ciência a revisar modelos tradicionais da evolução humana.

A descoberta reforça que o passado foi marcado por múltiplas estratégias de sobrevivência, e não por uma trajetória única rumo ao sucesso evolutivo.

Ao entender como o Paranthropus se adaptou, pesquisadores conseguem enxergar com mais clareza o cenário em que nossos ancestrais também precisaram aprender a sobreviver.