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Agência Correio
Publicado em 5 de março de 2026 às 13:27
Inquilinos que enfrentam problemas graves de umidade em imóveis alugados receberam um respaldo jurídico fundamental. Uma decisão judicial recente confirmou que o proprietário é sempre o responsável legal por manter a habitação em condições dignas e seguras. >
O caso analisado envolveu uma moradora que viveu em condições precárias por quase dez anos. Mesmo com argumentos de que ela teria dificultado as reformas, os magistrados decidiram que a obrigação de reparo do locador é absoluta e inegociável.>
A legislação estabelece que o dono do imóvel deve garantir moradia adequada, resolvendo vazamentos e melhorando a ventilação. Ignorar essas falhas pode resultar em processos judiciais, multas pesadas e a obrigação de devolver valores recebidos.>
Como resolver mofo e umidade
O Tribunal de Cassação analisou o caso de uma inquilina que vivia em uma casa com muita umidade. Ela solicitou perícia técnica após anos de problemas, comprovando que a residência estava em situação precária de moradia.>
Inicialmente, o Tribunal de Apelação de Amiens deu razão aos donos do imóvel. Os magistrados entenderam que a moradora havia desencorajado os reparos e não enviou notificações formais sobre as falhas estruturais.>
Entretanto, o cenário mudou radicalmente em junho de 2024. A corte anulou a decisão anterior e estabeleceu que apenas um evento de força maior isenta o senhorio de suas obrigações legais de manutenção.>
Segundo os juízes, é irrelevante se a inquilina foi parcialmente culpada pela umidade. O proprietário deve garantir o isolamento de paredes e pisos, além de melhorar a ventilação, independentemente do comportamento do morador.>
Além disso, a justiça condenou os donos a reembolsar os valores de aluguel já pagos. A decisão serve de alerta para quem aluga imóveis: o respeito às normas de habitação é obrigatório e evita condenações financeiras pesadas.>
Os locadores devem agir rápido ao notar sinais de mofo ou infiltração. Ignorar esses problemas pode resultar em processos por danos morais e materiais, além da obrigação de realizar reformas estruturais muito caras.>