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DNA oculto em baleias-azuis revela segredo surpreendente que dá pistas sobre futuro da espécie

Pesquisadores encontram vestígios de baleias-fin em baleias-azuis, sinalizando fôlego extra para a espécie

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 20:00

A espécie está na segunda categoria com maior grau de risco extinção da IUCN Crédito: Freepik

A genética trouxe uma revelação surpreendente para quem luta pela preservação dos oceanos. Um estudo indicou que as baleias-azuis estão se misturando geneticamente com as baleias-fin. Essa união inesperada pode ser a chave para retirar a espécie da lista de animais ameaçados.

Cruzamento vital nos mares

O DNA das baleias-azuis no Atlântico Norte contém agora traços genéticos das baleias-fin. Isso ocorre devido ao cruzamento direto entre as espécies e também com os híbridos flues. Essas baleias híbridas estão mudando o que os cientistas pensavam sobre a evolução marinha.

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Diferente de outros híbridos da natureza, as baleias-flue possuem uma alta capacidade de reprodução. Isso permite que a troca de material genético continue acontecendo ao longo das gerações. Assim, a espécie ganha uma nova dinâmica biológica que favorece sua sobrevivência no mar.

O peso do século passado

Essa nova realidade genética oferece esperança para reverter os danos causados no século passado. A caça comercial intensa dizimou as populações de baleias e quase apagou sua existência no mundo. As subespécies do Atlântico Norte foram as que mais sentiram o impacto dessa atividade.

Atualmente, a baleia musculus musculus é considerada a subespécie com maior vulnerabilidade entre as quatro conhecidas. Os pesquisadores focaram em medir o nível de parentesco nos cruzamentos dessas comunidades específicas. Eles temiam que a endogamia gerasse filhotes com problemas de saúde ou deformidades físicas.

Construindo novos genomas

A metodologia aplicada consistiu em reconstruir o genoma da espécie usando fragmentos de DNA variados. Os cientistas montaram um modelo de referência para comparar com os animais vivos hoje. A partir disso, analisaram geneticamente 31 baleias que habitam a região do Atlântico Norte.

O coautor Mark Engstrom descreveu a complexidade de organizar tantas informações biológicas importantes. Ele disse: “Esse é um processo longo e trabalhoso, semelhante a montar um enorme quebra-cabeça sem nenhuma imagem na caixa para orientar”. O resultado confirmou a presença de DNA estrangeiro.

Híbridos férteis e fortes

A ciência já tinha registrado alguns casos raros de encontros entre essas duas espécies gigantes. Contudo, os especialistas tratavam esses eventos apenas como curiosidades biológicas sem muita relevância populacional. O estudo atual revela que esse comportamento reprodutivo é uma prática comum e constante.

As taxas de fertilidade das baleias híbridas superam o que foi observado em anos anteriores. Por causa disso, ocorre o fenômeno da introgressão, em que híbridos cruzam com as espécies de origem. Esse processo gera animais com DNA predominante de um lado, mas com vestígios do outro.

Direção única do cruzamento

Essa é a principal explicação para o estado genético atual das populações de baleias-azuis estudadas. Mark Engstrom ressaltou o seguinte impacto: “A quantidade de introgressão entre as espécies que encontramos foi inesperada e muito maior que a relatada anteriormente”. O fato surpreendeu toda a comunidade.

Porém, um detalhe intrigante chamou a atenção dos geneticistas durante as análises laboratoriais profundas. Ao estudar as baleias-fin, eles não encontraram o DNA das baleias-azuis presente nelas na mesma proporção. Aparentemente, essa troca genética ocorre de forma mais intensa em apenas um dos lados.

Resiliência em jogo

Apesar do entusiasmo com a fertilidade, há um alerta sobre a preservação da pureza genética. Um aumento exagerado dessa mistura pode diluir o DNA original da baleia-azul no longo prazo. Tal mudança pode afetar a resiliência dos animais perante novos desafios ambientais e alimentares.

No entanto, o estudo trouxe uma ótima notícia sobre a saúde geral dessas comunidades marinhas. A endogamia está baixa porque baleias de diferentes regiões estão conseguindo se encontrar para cruzar. “Isso me dá esperança de que, com esforços contínuos de conservação, as populações do Atlântico possam se recuperar”.

Tags:

Oceano Meio Ambiente