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Especialista alerta: jovens estão parecendo mais velhos por tratarem exercício como 'extra'

Professor diz que tratar exercício como “extra” está criando jovens com corpo mais velho do que a idade

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 14:37

Ele defende que saúde pede obrigação diária e critica a ideia de que caminhar resolve por si só
Ele defende que saúde pede obrigação diária e critica a ideia de que caminhar resolve por si só Crédito: Unsplash

O sedentarismo não aparece de um dia para o outro. Ele se instala aos poucos, enquanto a pessoa acredita que qualquer movimento já basta para “compensar” a falta de treino.

Felipe Isidro, professor de educação física, rejeita essa lógica e afirma que exercício é essencial para a saúde, portanto precisa entrar na rotina com seriedade.

“Faço crossfit três vezes na semana, natação uma vez, musculação duas, boxe uma, calistenia duas vezes e yoga aos domingos”, disse por Reprodução/Redes Sociais

Além disso, ele questiona a prescrição de caminhadas como solução única e afirma que isso não produz, necessariamente, a transformação física que muitos esperam.

O sedentarismo é maior do que parece

Uma pesquisa publicada pelo Instituto Nacional de Estatística em 2023 indica que 47,2% dos homens e 54,6% das mulheres são completamente sedentários em relação à prática de exercícios físicos.

Assim, uma parcela enorme fica fora de qualquer rotina ativa. E, quando isso acontece, a idade no documento não impede que o corpo perca desempenho mais cedo.

Isidro explica que idade cronológica é a contagem simples dos anos de vida. Já idade biológica depende de diferentes aspectos ligados à condição física de cada indivíduo.

Por isso, o professor diz conhecer pessoas “de 90 anos com idade biológica de 70”. E afirma que encontra homens de 70 em melhor condição física do que jovens de 20.

Na visão dele, esse contraste revela como a falta de exercício altera o corpo, mesmo quando a pessoa ainda tem pouca idade.

Exercício como obrigação, não como prêmio

Isidro sustenta que a sociedade precisa perceber sua situação e agir. Caso contrário, a atividade vira recreação ocasional e não cumpre o papel de proteger a saúde.

“Precisamos educar a população para que ela perceba sua situação atual, porque as pessoas realmente pensam que exercício é apenas para recreação, para lazer , e isso é um grande problema . Exercitar-se é absolutamente essencial para a saúde. É como escovar os dentes; você não pensa nisso, quer goste ou não, você tem que escová-los, é uma obrigação ”, diz.

Há quem diga que nunca treinou e ainda está bem, citando avós ou parentes mais velhos. No entanto, Isidro aponta que essas gerações foram muito ativas por causa do contexto.

Segundo ele, tecnologia e comodidades modernas promovem um estilo de vida sedentário. Além disso, ele afirma que “o exercício físico só ter surgido no século XX”, pois antes era desnecessário.

Assim, o conforto virou rotina, e o movimento virou exceção. Para o professor, essa troca ajuda a explicar por que a perda física chega tão cedo.

Caminhar não é o ponto final

Isidro afirma que caminhar não é atividade física suficiente para produzir uma mudança no corpo humano. Para ele, isso se aproxima mais de deslocamento do que de treino.

“Caminhar é apenas vagar sem rumo; prescrevê-lo é como dizer a um paciente para respirar”, conclui.

O professor resume a lógica em uma frase: “Você não precisa fazer o que tem vontade, precisa fazer o que é bom para você”. Para ele, a disciplina constrói o comportamento.

Então, com o tempo, a pessoa percebe que “se sente melhor, dorme melhor, obviamente mantém seu estado biológico melhor e, portanto, sabe que é necessário”, afirma.