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Gatos sentem calor, mas não é fácil perceber quando eles precisam de ajuda; veja os sinais

Mesmo adaptados ao sol, felinos também sofrem com altas temperaturas

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 2 de janeiro de 2026 às 09:00

Veterinária explica quando o calor deixa de ser inofensivo para os gatos
Veterinária explica quando o calor deixa de ser inofensivo para os gatos Crédito: Kevin Bidwell/Pexels

Deitados perto da janela, esticados no chão ou espremidos em caixas quentes, os gatos parecem gostar do calor. Ainda assim, a cena levanta uma dúvida comum entre tutores atentos ao bem-estar do pet.

Apesar da aparência tranquila, os felinos também sofrem com temperaturas elevadas. Em dias muito quentes, o desconforto pode surgir rapidamente e afetar a saúde do animal.

Gatos siameses costumam ser estrábicos por Shutterstock

Saber como o corpo do gato reage ao calor ajuda a prevenir riscos. Com observação e cuidados simples, é possível manter o pet confortável mesmo durante os períodos mais quentes do ano.

O calor natural do corpo felino

Ao tocar um gato, muitos tutores percebem que ele parece mais quente que uma pessoa. Segundo a veterinária Juliana Brondino, da Petz, a temperatura média dos felinos gira em torno de 38 °C.

Esse número, embora cause estranhamento, é considerado normal. A sensação de calor faz parte da fisiologia do gato e não indica, isoladamente, que ele esteja passando mal.

O problema começa quando a temperatura externa se eleva demais. Nessas condições, o organismo do felino encontra mais dificuldade para dissipar o calor, sobretudo em ambientes abafados.

Quando o calor vira incômodo

Mesmo com temperatura corporal mais alta, os gatos sentem calor. Juliana Brondino explica que o desconforto costuma surgir quando o ambiente ultrapassa os 25 °C.

A comparação com os humanos ajuda na percepção. Se o calor já incomoda você, há grandes chances de que o gato também esteja sentindo os efeitos da temperatura elevada.

Vale destacar que cada animal reage de forma diferente. Raça, quantidade de pelos e comportamento influenciam diretamente na tolerância ao calor.

Comportamentos que acendem o alerta

Quando o gato está com calor, mudanças no comportamento são comuns. O animal pode ficar mais quieto, evitar movimentos e demonstrar menos interesse por comida ou brincadeiras.

Entre os sinais mais preocupantes estão respiração acelerada, boca aberta ao respirar, salivação excessiva, miados diferentes e dificuldade para andar com firmeza.

Esses indícios apontam para possível desidratação. Ao notar esse quadro, além de melhorar o ambiente, é fundamental procurar orientação veterinária o quanto antes.

Estratégias simples para aliviar o calor

Não é preciso esperar os sintomas aparecerem. Algumas medidas preventivas ajudam o gato a enfrentar os dias quentes com mais conforto e segurança.

Disponibilizar água fresca em vários pontos da casa é essencial. Gatos tendem a beber mais quando encontram recipientes limpos e longe da comida.

Também é importante garantir sombra e ventilação. Ventiladores e ar-condicionado podem ser usados, desde que o gato tenha liberdade para se afastar se quiser.

Tosa e cuidados que exigem atenção

Molhar o gato para aliviar o calor não é indicado. O contato forçado com a água pode causar estresse e até agravar o desconforto térmico.

A tosa pode ser uma alternativa para gatos muito peludos, desde que realizada por profissionais capacitados. Regiões sensíveis, como os bigodes, não devem ser cortadas.

Com atenção diária e ajustes simples na rotina, é possível garantir que o gato atravesse o calor com mais bem-estar, sem abrir mão da segurança.