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Ana Beatriz Sousa
Publicado em 18 de março de 2026 às 10:30
No aniversário de 35 anos da Conspiração Filmes, no Rio de Janeiro, a cantora Maria Gadú provou que não tem medo de colocar o dedo na ferida quando o assunto é responsabilidade social e a comunidade LGBTQIAPN+. >
Acompanhada da esposa, a artista plástica Ana Paula Poppi, Gadú abriu o jogo sobre a polêmica envolvendo Luiza Possi. Para quem não lembra, a polêmica começou após Maria comentar o antigo romance das duas e Luiza se declarar 'ex-bissexual'.>
Maria Gadú e família
Sem papas na língua, Maria Gadú explicou que sua crítica não é um ataque pessoal, mas um alerta sobre como esse tipo de discurso pode ser usado por grupos fundamentalistas.>
"Eu não acredito nisso de 'ex-bissexual'. Acho que não entendi bem o que isso significa", ironizou a cantora.>
Para Gadú, ao dizer que deixou de ser bissexual, Luiza acaba abrindo uma brecha perigosa para a ideia da "cura gay". "Isso causa um mal-estar enorme na nossa comunidade. É um discurso baseado em fundamentalismo e eu não quis ficar quieta. Acho que ela foi descuidada", disse em entrevista à Quem.>
A cantora de 39 anos foi além e tocou em um ponto sensível: a mistura de religião com orientação sexual. Ela citou o caso trágico de Karol Eller para ilustrar como a pressão por uma suposta mudança de identidade pode levar a consequências fatais. "A fé é algo soberano e divino, não deveria ser misturada com isso porque machuca e é perigoso", pontuou.>
Sobre os ataques de ódio que recebe na internet, Maria garantiu que comentários homofóbicos ou racistas não têm o poder de desestabilizá-la. "Não vou ser menos eu porque a 'Claudinha 22' vai me atacar. Coitada das Claudias", brincou.>