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Mistério embaixo d'água: cientistas investigam surgimento de ‘esferas de metal’ no fundo do oceano

Descoberta de oxigênio escuro em áreas de mineração traz novos desafios para a indústria

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 10:00

O estudo revelou que os nódulos, medindo cerca do tamanho de uma batata, possuem carga elétrica própria e ativa
O estudo revelou que os nódulos, medindo cerca do tamanho de uma batata, possuem carga elétrica própria e ativa Crédito: Null/Wikimmedia Commons

A busca por minerais para baterias de carros elétricos revelou um fenômeno totalmente inesperado nas profundezas do oceano.

Cientistas encontraram nódulos ricos em metais de transição que conseguem gerar oxigênio molecular mesmo em total escuridão.

Esse achado altera profundamente o entendimento científico sobre como o gás vital é produzido no planeta Terra.

Oceano por Shutterstock

Os pesquisadores apelidaram o fenômeno de oxigênio escuro, pois ele não depende da luz do sol para existir.

O estudo destaca que esses depósitos minerais são esferas negras que desafiam as noções estabelecidas pela química tradicional.

Além disso, a presença desses metais estratégicos coloca a preservação ambiental em rota de colisão com a mineração.

A jornada técnica para a descoberta no abismo

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores da Scottish Association for Marine Science monitoraram o oxigênio dissolvido no mar.

Eles lançaram equipamentos especiais que descem até as planícies abissais para coletar dados fundamentais sobre o ecossistema.

Dessa forma, as câmaras bentônicas conseguiram registrar as trocas químicas ocorridas entre a água e o sedimento.

A equipe concentrou os esforços na Zona Clarion-Clipperton, uma área vasta e rica em depósitos de óxidos de manganês.

Esses nódulos contêm metais de transição valiosos, como o ferro e o cobre, essenciais para a fabricação de eletrônicos.

Adicionalmente, a supervisão contínua em ambientes controlados confirmou que a produção de gás ocorre sem intervenção biológica.

Os módulos de aterrissagem operaram a cerca de quatro mil metros de profundidade durante toda a missão científica.

Essa tecnologia permitiu observar como os níveis de oxigênio subiam de forma inesperada naquelas áreas remotas e isoladas.

Assim, os cientistas puderam descartar erros de medição e confirmar a origem mineral do oxigênio nas profundezas.

O impacto da energia mineral no ecossistema

O estudo revelou que os nódulos, medindo cerca do tamanho de uma batata, possuem carga elétrica própria e ativa.

Essa característica marcante permite que eles ajam como uma geobateria capaz de realizar a eletrólise da água marinha.

Certamente, essa fonte de energia interna é o que sustenta a produção constante de oxigênio onde ele é escasso.

A energia surge da distribuição de elétrons entre as camadas de íons metálicos que formam o nódulo polimetálico.

Contudo, a exploração comercial dessas regiões para a indústria de alta tecnologia apresenta riscos ambientais significativos e imediatos.

A retirada desses minerais interromperia a fabricação do oxigênio escuro, afetando diretamente a biodiversidade marinha local.

Sweetman reforça que a remoção desses componentes pode prejudicar seriamente a fauna abissal que depende dessa fonte química.

O equilíbrio ambiental de toda a planície oceânica está ligado à presença física dessas estruturas metálicas no solo.

Portanto, a comunidade científica pede cautela antes de autorizar qualquer atividade de mineração em larga escala nesses locais.

Tags:

Ciência