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O que é acatisia, distúrbio que internou Monica Iozzi e costuma ser confundido com ansiedade

Atriz está internada em hospital de São Paulo após reação a medicamento e relatou melhora nas redes sociais

  • Foto do(a) author(a) Fernanda Varela
  • Fernanda Varela

Publicado em 3 de março de 2026 às 15:04

Monica Iozzi
Monica Iozzi Crédito: Redes sociais

A atriz Monica Iozzi está internada no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, após apresentar um quadro de acatisia relacionado ao uso de medicamento. Em vídeo publicado nesta segunda-feira (2), ela afirmou que está se recuperando e que a internação foi necessária para controle dos sintomas.

Monica Iozzi por Reprodução/Instagram

“Queridos, estou fazendo esse vídeo aqui para esclarecer algumas coisas. Eu estou internada há uma semana. Hoje, ainda bem que é meu último dia aqui de internação, mas agora está tudo bem. Tá tudo bem mesmo”, disse.

De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria, a acatisia é um efeito adverso que pode surgir principalmente com o uso de antipsicóticos e alguns antidepressivos. O quadro é caracterizado por intensa inquietação motora e dificuldade de permanecer parado, frequentemente acompanhada de desconforto interno.

Apesar de ser um efeito colateral medicamentoso, a acatisia é frequentemente confundida com ansiedade. Isso porque os sintomas incluem inquietação intensa, sensação de tensão interna e dificuldade de permanecer parado, manifestações que também aparecem em crises ansiosas. Segundo especialistas, essa semelhança pode atrasar o diagnóstico correto, já que o desconforto costuma ser interpretado como agravamento de um transtorno emocional, quando na verdade pode estar relacionado à reação a determinados medicamentos.

A Sociedade Brasileira de Neurologia explica que a condição está associada à ação de medicamentos que interferem na dopamina, neurotransmissor envolvido no controle dos movimentos. A alteração pode provocar necessidade constante de movimentar as pernas, andar de um lado para o outro ou balançar o corpo repetidamente.

Entre os sintomas mais comuns estão agitação motora persistente, sensação de tensão interna, cruzar e descruzar as pernas de forma repetitiva e dificuldade para permanecer sentado ou em pé por muito tempo. Por se confundir com quadros de ansiedade ou piora de transtornos psiquiátricos, o diagnóstico deve ser feito por avaliação médica.

Segundo especialistas das entidades, o tratamento envolve principalmente a revisão da medicação em uso. O médico pode reduzir a dose, substituir o remédio ou associar fármacos que ajudem a controlar os sintomas. A orientação é que o paciente não interrompa o medicamento por conta própria e procure atendimento ao perceber sinais de inquietação intensa após início ou ajuste de tratamento.