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O rio que desafia a lógica e 'corre pra cima' vira atração turística imperdível

Trechos do Green River dão a impressão de fluxo “para cima”, mas não é bem isso que parece

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 19:00

O estranho rio corta três estados americanos: Wyoming, Utah, e Colorado
O estranho rio corta três estados americanos: Wyoming, Utah, e Colorado Crédito: NEIPerite / Wikimedia Commons

O chamado Green River, o Rio Verde, chama atenção por uma peculiaridade. Em alguns trechos, ele parece “fluir morro acima”, algo que dá a sensação de desafiar as leis da física.

Para tirar a dúvida, uma equipe de geólogos liderada por Adam Smith, da Universidade de Glasgow, levou o caso ao “tribunal da ciência” em um estudo sobre o fenômeno.

Turismo nos EUA: Green River (Rio Verde) por Reprodução/Instagram

Investigação do caso

O primeiro ponto destacado pelos cientistas foi a idade do rio e das estruturas do trajeto. O corpo de água teria cerca de 50 milhões de anos e, ao longo do caminho, cruza cordilheiras e ajudou a moldar cânions, como o Cânion de Lodore.

Essas pistas iniciais abriram o caminho para a equipe, porque a diferença de idade entre o rio e o relevo pode indicar mudanças geológicas ao longo do tempo.

Com projeções teóricas e tecnologias como imagens sísmicas e modelagem de dados, os pesquisadores reconstituíram a evolução da região. A ideia era encontrar evidências que explicassem a impressão de que o rio “sobe”.

Qual a decisão do júri

Depois da análise, a principal conclusão foi direta: o rio não corre, de fato, para cima. O que existe é uma ilusão de ótica criada pela relação visual entre o curso d’água e o relevo ao redor.

O ponto lembra outros fenômenos de percepção, quando algo parece se mover de um jeito, mas a explicação está no ângulo e no ponto de vista, como em uma ilusão de ótica no céu que faz um planeta parecer “voltar”.

A diferença de relevo, segundo o estudo, está ligada à relação do rio com a estrutura rochosa local. Ela seria resultado de um gotejamento litosférico.

Esse processo ocorre quando uma porção da crosta aquece, engrossa e afunda em direção ao manto. Ao longo do tempo, isso altera a paisagem e muda o que os olhos “entendem” como descida e subida.

Os dados indicam que esse rebaixamento pode ter ocorrido entre dois e cinco milhões de anos atrás. Desde então, a região entrou em recuperação, com o relevo se ajustando, enquanto o rio adaptou sua trajetória às mudanças.

Esse tipo de transformação reforça como a superfície do planeta está sempre em movimento, como apontam estudos sobre placas tectônicas e mudanças na crosta em outras regiões do mundo.

Tags:

Geografia Histórias Curiosas