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Agência Correio
Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 09:00
Por décadas, atravessar alguns trechos da costa norueguesa significou depender de balsas, filas e do humor do clima, bastante severo na parte norte do globo. >
Em dias de vento forte ou neblina, atrasos fazem parte da rotina de quem precisa cruzar os fiordes para trabalhar, transportar mercadorias ou simplesmente viajar. >
Esse cenário, no entanto, começa a mudar com o avanço do Projeto Rogfast, que promete transformar uma travessia marítima em um percurso contínuo por terra, mesmo que isso signifique dirigir centenas de metros abaixo do nível do mar.>
Rogfast
O Rogfast está sendo construído sob o leito do oceano e deve se tornar o túnel rodoviário mais profundo do mundo, chegando a quase 400 metros abaixo do nível do mar. >
Mais do que um recorde de engenharia, a obra faz parte de um plano maior da Noruega: acabar com a dependência de balsas na rodovia E39, uma das principais rotas do país.>
Na prática, isso significa ligar regiões que hoje são separadas por travessias marítimas demoradas e, muitas vezes, imprevisíveis. Onde antes era preciso esperar horários fixos de embarque, em breve bastará entrar no carro e seguir viagem.>
Para moradores e trabalhadores locais, a diferença pode ser enorme. Caminhoneiros, por exemplo, poderão planejar rotas com mais precisão, sem o risco de perder horas esperando uma balsa. >
Para quem faz deslocamentos diários, o ganho de tempo e a previsibilidade devem pesar ainda mais do que o fato de o trajeto passar pelo fundo do mar.>
O turismo também entra nessa conta. Regiões antes vistas como “distantes” por causa da logística tendem a ficar mais acessíveis, o que pode aumentar o fluxo de visitantes e aquecer a economia local.>
Apesar do cenário impressionante, o projeto aposta em soluções já testadas em grandes túneis. Serão duas galerias separadas, sistemas de monitoramento por câmeras e sensores, além de passagens de emergência a cada 250 metros. >
A ventilação ficará por conta de um poço ligado à ilha de Kvitsøy, garantindo renovação de ar e controle de fumaça em situações críticas.>
No fim das contas, o Rogfast não é só sobre profundidade ou recordes. É sobre transformar água em caminho, reduzir distâncias e mudar a forma como pessoas e mercadorias circulam pela Noruega. >
Para quem está acostumado a depender das balsas, a maior novidade talvez nem seja dirigir sob o mar, mas simplesmente poder seguir viagem sem precisar esperar o próximo barco.>
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