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Pescadores fazem descoberta assustadora que obriga cientistas a olhar para trás no tempo 160 anos

Registro recente reacende debate sobre a presença do tubarão branco no Mediterrâneo

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 4 de março de 2026 às 16:00

Estudo revisa 160 anos de dados e sugere que a espécie nunca deixou completamente a região
Estudo revisa 160 anos de dados e sugere que a espécie nunca deixou completamente a região Crédito: Pterantula (Terry Goss)/Wikimedia Commons

O que parecia apenas mais um dia de trabalho no litoral espanhol acabou trazendo uma surpresa. Em abril de 2023, pesquisadores que atuavam na costa mediterrânea da Espanha se depararam com um animal que não esperavam encontrar ali.

Dentes serrilhados, mandíbulas robustas e corpo imponente não deixavam dúvida. Era um tubarão branco (Carcharodon carcharias). Ainda assim, segundo os cientistas, aquele não era um local onde o predador deveria aparecer.

Tubarão-mako por Reprodução

Revisão histórica

O exemplar media cerca de 210 centímetros e pesava entre 80 e 90 quilos. Tratava-se de um indivíduo jovem, o que tornou o registro ainda mais relevante.

A ocorrência foi analisada por uma equipe liderada pelo Instituto Espanhol de Oceanografia. A partir daí, os pesquisadores decidiram revisar registros que vão de 1862 a 2023 para entender melhor a presença da espécie no Mediterrâneo.

Os resultados foram publicados na revista científica Acta Ichthyologica et Piscatoria.

A chamada ‘população fantasma’

Ao reexaminar mais de 160 anos de dados, os cientistas encontraram indícios de uma presença rara, porém contínua, do tubarão branco na região. Os avistamentos sempre foram esporádicos e espalhados.

Por isso, os exemplares mediterrâneos passaram a ser chamados de população fantasma. A expressão reflete a dificuldade de registro frequente desses animais ao longo das décadas.

Ainda assim, o novo levantamento indica que a espécie não desapareceu por completo. O fato de o animal mais recente ser jovem pode apontar que a reprodução ainda ocorre no Mediterrâneo.

Conservação e monitoramento

Na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN, o grande tubarão branco é classificado como vulnerável. Em várias partes do mundo, seus números vêm diminuindo de forma acentuada.

A identificação de indivíduos jovens pode ampliar o conhecimento científico sobre a dinâmica da espécie.

Por isso, os pesquisadores defendem programas contínuos de monitoramento, uso de tecnologias de rastreamento e cooperação com pescadores locais.

Essas medidas ajudam a reunir dados confiáveis e permitem acompanhar possíveis áreas de reprodução e deslocamento.

Papel no equilíbrio marinho

O líder do estudo José Carlos Báez afirmou à imprensa que "Esses grandes animais desempenham um papel fundamental nos ecossistemas marinhos”.

Além de predadores de topo, os tubarões brancos também consomem carcaças, contribuindo para a limpeza natural do ambiente.

Quando morrem, seus corpos afundam e passam a alimentar organismos das grandes profundezas. Assim, continuam integrando o ciclo de nutrientes no oceano.

“Como espécies pelágicas altamente migratórias, eles redistribuem energia e nutrientes por longas distâncias", finalizou Báez.