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Por que eu não deixo meu filho de 3 anos usar esses chinelos da moda, e isso não é exagero

Ortopedista explica por que o filho de 3 anos não usa o calçado para brincar e detalha como a instabilidade pode afetar o tornozelo

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 18:00

Sola que “trava” no chão e formato largo entram no alerta do médico, que libera o uso só em situações rápidas, como depois do banho.
Sola que “trava” no chão e formato largo entram no alerta do médico, que libera o uso só em situações rápidas, como depois do banho. Crédito: Unsplash

O alerta veio de dentro de casa: um ortopedista proibiu o filho, de três anos, de usar esses chinelos para brincar. Ele diz que o calçado pode aumentar o risco de torções, quedas e fraturas, além de interferir no desenvolvimento dos pés.

O modelo é visto como prático e popular, mas o especialista chama atenção para riscos que nem sempre aparecem na primeira olhada. Para ele, o problema está na combinação de estrutura larga, flexibilidade alta e sola com tração excessiva.

Calçado pode aumentar o risco de torções, quedas e fraturas por Divulgação

Assim, a recomendação é ajustar o uso ao contexto. O médico descreve quando considera aceitável e quando considera perigoso, principalmente em locais onde a criança corre e muda de direção com frequência.

Desenvolvimento do pé, equilíbrio e força

O ortopedista destaca que, aos três anos, o pé passa por um processo de “aprendizado”. Nessa fase, músculos e ossos precisam de estímulos corretos para ganhar força e estabilidade, especialmente na região do arco e do tornozelo.

Segundo ele, esse tipo de chinelo é largo e maleável, o que pode fazer o pé se acomodar. Em vez de trabalhar o equilíbrio a cada passo, a criança tende a ficar mais passiva dentro do calçado, com menos exigência muscular.

O médico resume o efeito em uma frase: o calçado "não fortalece onde tem que fortalecer". Para ele, o uso frequente pode deixar a sustentação do pé mais frágil e reduzir a estabilidade futura.

Por isso, ele defende que o calçado ideal permita sentir o terreno e reagir aos movimentos naturais do corpo. Não se trata de rigidez extrema, e sim de base segura para correr, parar e virar sem sustos.

Quando a sola segura demais, o risco cresce

Outro ponto central do alerta é a sola de borracha com tração alta. O ortopedista diz que o material pode grudar no chão e provocar travamentos inesperados, especialmente em superfícies lisas e durante corrida.

Ele explica com a frase: a sola "trava o pé na hora que não era para travar". Como o corpo segue o movimento, enquanto o pé pode ficar preso, o tornozelo recebe uma carga maior e a torção vira um risco real.

Durante brincadeiras, mudanças de direção acontecem o tempo todo. Se o calçado prende no solo, a criança perde fluidez. Assim, uma queda simples pode ocorrer, mesmo em uma situação que parece inofensiva.

O médico reforça o alerta: "de uma queda boba pode virar uma grave fratura". O ponto é que o acidente pode exigir atendimento e interromper o ritmo normal da infância, com dor e limitação.

Onde ele considera aceitável usar

Apesar do alerta, o médico não propõe que o calçado suma da rotina. Ele delimita um momento específico em que considera o uso seguro, porque há menos velocidade, menos impacto e menor chance de giro brusco.

A frase dele é objetiva: "para sair do banho, tudo bem". Nesse caminho curto dentro de casa, a criança geralmente anda devagar, e o risco de torção severa fica mais baixo do que em parques e escolas.

Já em atividades com mais movimento, ele recomenda evitar. Escola, shopping e parquinho são exemplos em que a criança corre, pula, vira de repente e pisa em diferentes tipos de piso, o que aumenta a chance de travar e cair.