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Giuliana Mancini
Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 11:11
A repórter Mayara Corrêa se emocionou ao vivo durante uma reportagem do Bom Dia São Paulo, nesta quarta-feira (4). Ela falava sobre a doação do coração de um bebê de três meses, que morreu em Jaú (SP), para uma criança de 3 anos na capital paulista. Foi quando a profissional revelou que ela própria já passou por um transplante.>
A cobertura falava sobre a mobilização de uma equipe do Instituto do Coração (Incor) para buscar o órgão no interior de São Paulo. A equipe estava pronta desde 5h45 para decolar do aeroporto de São Roque (SP), a cerca de 60 quilômetros da capital paulista, em uma aeronave particular. Só que a chuva em Jaú dificultou a operação, e o voo só partiu por volta das 9h30. >
Mayara Corrêa
Durante a entrada ao vivo, a apresentadora Sabina Simonato lembrou que Mayara tinha uma ligação pessoal com o tema. Foi neste momento que a jornalista da TV Tem, afiliada da Globo, revelou que já tinha passado por um transplante.>
"Eu sou transplantada de fígado. Já completei um ano e meio, graças a Deus. Sou exemplo, prova viva dessa solidariedade", contou, comovida com o próprio relato.>
A repórter disse que sempre falou sobre transplantes ao longo da carreira, mas que a vivência mudou sua percepção. "Depois de passar, ver como funciona, é um sistema muito sério, existem vários critérios para a lista - a gente não fala nem fila, fala lista de espera - pela doação", comentou, emocionada. >
Mayara também agradeceu à família do bebê por permitir a doação em um momento tão difícil. "Essa família que, em um momento de muita dor, disse sim à doação de órgãos e vai salvar a vida de uma criança que está internada no InCor", afirmou.>
A criança que receberá o coração é diagnosticada com Síndrome da Hipoplasia do Coração Esquerdo, uma cardiopatia congênita grave e rara caracterizada pelo subdesenvolvimento do lado esquerdo do coração, o que compromete o bombeamento de sangue oxigenado para o organismo. O diagnóstico foi feito ainda durante a gestação.>
O paciente de apenas 3 anos foi submetido a cirurgias paliativas desde o nascimento e, há cerca de um ano, depende de um coração artificial para sobreviver. Mayara ressaltou que o transplante representa a chance de mudar o quadro clínico da criança após meses de internação.>
A repórter ainda explicou a urgência do procedimento. "O coração tem um tempo de isquemia, entre a captação e o transplante, de até quatro horas. É um tempo muito curto, é o menor tempo considerando todos os órgãos que podem ser transplantados", destacou.>