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Giuliana Mancini
Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 07:05
Desde que se declarou ecossexual, Sérgio Marone passou a conviver com críticas recorrentes e interpretações equivocadas sobre o termo. Aos 45 anos, o ator avalia que a repercussão ajudou a popularizar a palavra, mas também acabou reduzindo um conceito que, para ele, está ligado a consciência e responsabilidade, não a um novo rótulo. >
De acordo com a definição, a ecossexualidade propõe uma relação de respeito, cuidado e reverência com a natureza, entendida como parte essencial da existência humana. Para quem se identifica com essa visão, prazer e intimidade não estão associados apenas a relações pessoais, mas também à conexão ativa e consciente com o meio ambiente.>
Sérgio Marone
"Não é rótulo, é consciência. É entender que somos natureza. É ter prazer em um banho de mar, numa cachoeira, numa brisa no rosto. Isso impacta escolhas práticas: menos excesso, mais intenção. Ter responsabilidade ambiental é gesto de amor próprio. Não é o planeta que precisa ser salvo — é o nosso futuro nele", afirmou o ator em entrevista a Lu Lacerda, da Veja Rio.>
Longe das novelas há cerca de dez anos, Marone se prepara para voltar à TV em 'Amor em Ruínas', da Record, onde interpretará mais um vilão. No período fora do ar, ele se dedicou ao cinema, ao teatro, à apresentação de realities, a programas ao vivo e também ao lançamento de seu primeiro livro, 'Como ser [super] incrível', em que aborda autenticidade, coragem e generosidade como pilares de realização pessoal. >
Adepto de um estilo de vida mais sustentável, o ator afirma que não usa carro há mais de uma década, optando pela bicicleta elétrica, e também é fundador de uma marca de cosméticos naturais, veganos e sustentáveis.>
Ao falar sobre a vida afetiva, Marone diz que hoje prioriza relações que não conflitem com sua liberdade individual. Para ele, maturidade significa escolher vínculos que respeitem espaço, verdade e leveza.>
"A maturidade me ensinou a escolher relações que caminham junto com minha liberdade, não contra ela. Se preciso me diminuir pra caber, não é pra mim. Se for pra viver junto, que seja pra somar silêncio bom, riso fácil e verdade. O resto é barulho".>
Mesmo com as críticas, o ator reforça que não se arrepende de ter se posicionado publicamente. Para ele, mais importante do que agradar é manter coerência entre discurso, escolhas e modo de viver.>