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Surpresa gelada: o que os cientistas encontraram ao perfurar 523 metros sob o gelo da Antártida

Pesquisa inédita perfura 523 metros de gelo e encontra indícios de que a região já foi mar aberto

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 3 de março de 2026 às 17:00

Equipe internacional recupera registro geológico recorde para entender o futuro do clima global Crédito: Flickr/Matias

Uma equipe de 29 especialistas alcançou um feito histórico na Antártida Ocidental ao perfurar 523 metros de gelo. O grupo trabalhou em turnos contínuos para recuperar sedimentos enterrados sob a camada gelada há milhões de anos.

Esse esforço integra o projeto internacional SWAIS2C, que estuda a sensibilidade da calota de gelo ao aquecimento global. O objetivo principal é entender como essa massa reagiu a climas quentes no passado da Terra.

Além disso, a operação ocorreu na isolada Elevação de Gelo de Crary, situada a centenas de quilômetros da base científica mais próxima. Os resultados prometem revolucionar o conhecimento sobre as mudanças climáticas atuais.

Antártida por Shutterstock

Perfuração recorde no gelo

Para atingir os sedimentos, os engenheiros utilizaram um sistema moderno de perfuração com água quente. Essa técnica permitiu abrir um buraco profundo através da grossa camada de gelo até finalmente atingir a base rochosa.

Posteriormente, os cientistas desceram mais de um quilômetro de tubos para extrair o material geológico. Como resultado, eles obtiveram um núcleo de 228 metros, sendo o mais longo já recuperado sob uma camada de gelo.

A amostra contém camadas de lama, areia e fragmentos de rocha que contam a história do continente. Esse registro físico é fundamental para prever como o gelo atual responderá ao aumento das temperaturas globais no futuro.

O arquivo do passado climático

As análises iniciais indicam que o material recuperado contém cerca de 23 milhões de anos de história ambiental. No material, foram encontrados microfósseis marinhos que indicam períodos em que a área estava totalmente sem gelo.

Além disso, algumas camadas exibem conchas e restos de organismos que necessitam de luz para sobreviver. Isso prova que, em um passado remoto, a região agora congelada já foi ocupada por águas de um mar aberto e vibrante.

Os pontos principais da descoberta incluem:

  • Recuperação de sedimentos com 23 milhões de anos de história;
  • Evidências de vida marinha em áreas hoje cobertas por gelo;
  • Dados cruciais para modelos climáticos sobre o futuro do planeta.

Próximos passos da pesquisa

Agora, laboratórios ao redor do mundo realizarão análises detalhadas para refinar as datas das camadas. Esse processo ajudará a identificar as condições ambientais exatas de cada período histórico da região antártica.