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Você é heteroflex? Descubra qual a nova tendência de identidade sexual

Levantamento aponta aumento expressivo do termo e reforça debate sobre sexualidade fluida e menos presa a rótulos

  • Foto do(a) author(a) Fernanda Varela
  • Fernanda Varela

Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 19:00

parada gay Salvador
parada gay Salvador Crédito: Divulgação

A heteroflexibilidade foi a identidade sexual que mais cresceu em 2025, segundo um levantamento recente do Feeld, plataforma voltada a diferentes formas de relacionamento. Os dados mostram um aumento de 193% no número de pessoas que passaram a se identificar dessa forma, especialmente entre jovens adultos.

22ª Parada LGBT da Bahia por Reprodução/Clécio Mendes

O crescimento reflete mudanças na maneira como novas gerações enxergam a própria sexualidade. Millennials concentram a maior parcela dos heteroflexíveis, representando cerca de 65% do total, seguidos pela geração Z, com 18%, e pela geração X, com pouco mais de 15%. Para especialistas, os números indicam uma postura mais aberta à experimentação e menos dependente de definições rígidas.

O termo heteroflexível é usado por pessoas que se identificam como heterossexuais, mas admitem curiosidade, atração ou experiências ocasionais com pessoas do mesmo sexo. Mesmo com essas vivências, elas não se reconhecem como bissexuais. Em muitos casos, trata-se de uma fase de exploração, que pode ou não se consolidar como uma identidade duradoura.

Pesquisadores apontam que a popularização do conceito está ligada a uma compreensão mais ampla da sexualidade como algo fluido, que pode mudar ao longo do tempo e não precisa seguir categorias fixas. Entre jovens, experimentar fora dos modelos tradicionais deixou de ser visto como tabu e passou a ser encarado como parte do autoconhecimento.

O avanço do termo, no entanto, também gera debate. Parte da comunidade bissexual questiona se a heteroflexibilidade não contribui para o apagamento da bissexualidade, já que a atração por mais de um gênero poderia, em outros contextos, ser assim definida. O tema divide opiniões entre estudiosos e ativistas.

Apesar das discussões sobre nomenclatura, especialistas reforçam que a forma como cada pessoa escolhe se identificar deve ser respeitada. A tendência observada em 2025 aponta menos para a criação de novos rótulos e mais para a valorização da liberdade individual na vivência da sexualidade, especialmente entre as gerações mais jovens.