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Alan Pinheiro
Publicado em 10 de março de 2026 às 05:01
Uma baleia apaixonada por música, uma rena com coração de homem, frutas com poderes e um pirata que estica. A bizarrice do universo de One Piece era motivo de preocupação quanto à adaptação do mangá para o live-action, mas a primeira temporada mostrou que era possível transpor o tom da obra japonesa. Já na segunda temporada, que está disponível a partir desta terça-feira (10) na Netflix, a série expande o universo e abraça o bizarro por completo. >
Para quem não é familiarizado com o mundo dos piratas de Eiichiro Oda, a trama de One Piece gira em torno de Monkey D. Luffy (Iñaki Godoy), capitão da tripulação dos Chapéus de Palha. O jovem pirata parte em uma aventura em alto-mar para encontrar o lendário tesouro One Piece e se tornar o Rei dos Piratas. Inicialmente sozinho, o protagonista vai aumentando a tripulação com o tempo até se estabelecer entre os grandes piratas do universo.>
Veja imagens da segunda temporada de One Piece: A Série
A trama da segunda temporada começa exatamente após os acontecimentos do primeiro ano, com a tripulação protagonista enfim entrando na Grand Line, local onde o tesouro One Piece está escondido. O segundo ano continua com a proposta de dividir os oito episódios em mini arcos, onde cada uma das “ilhas” tem histórias com início, meio e fim. Dentro desse recorte, cinco núcleos compõem o conteúdo da nova leva de episódios, que vão desde a cidade onde o antigo rei dos piratas foi morto até o recrutamento de um novo companheiro.>
Enquanto a primeira temporada adaptou 95 capítulos do material original, a segunda adaptou somente 59 capítulos. A diferença se traduz no ritmo de cada uma das histórias, que têm tempo para respirar e serem desenvolvidas sem pressa. O salto de qualidade, porém, começa no segundo episódio, já que o primeiro dessa nova temporada de One Piece ainda se assemelha em estética ao primeiro ano.>
Além da melhora no ritmo, os co-showrunners Matt Owens e Joe Tracz aproveitam o conteúdo dos 1176 capítulos já lançados da trama original para modificar a história trazendo novos personagens e passagens antecipadas. A reinterpretação da história, além de expandir o universo, reforça o live action como uma obra independente.>
Apesar dos conflitos serem importantes dentro do subgênero “Shounen”, que são os mangás direcionados para um público jovem masculino, o diferencial de One Piece sempre foi o drama de cada um dos personagens. Independente de protagonista ou coadjuvante, todo mundo tem seu momento de destaque.>
O segundo ano tem somente dois novos integrantes ao bando, o que diminui o número de episódios com apresentação de personagens e gasta mais de seu tempo desenvolvendo a dinâmica do grupo já existente. Para além dos protagonistas, a série conta com a adição de outros personagens carismáticos, com destaque para a rena Chopper (Mikaela Hoover), a Princesa Vivi (Charithra Chandran), Smoker (Callum Kerr), Mr. 3 (David Dastmalchian) e Nico Robin (Lera Abova).>
A melhora nos aspectos técnicos, como o CGI, os enquadramentos e os figurinos, também ajudam a construir uma estética ‘bizarra’ para a obra. Se em outras produções o excesso de cor, as frases de efeito e o visual exagerado poderiam ser um problema, todas essas características aumentam a personalidade de One Piece.>
O principal deslize do segundo ano da série é ser uma temporada de transição entre a primeira e a já confirmada terceira fase, que será totalmente baseada na guerra civil no país de Alabasta. Apesar dos episódios funcionarem em separado, como uma antologia, um fio condutor faz muita falta. >
Ainda sem data de lançamento, o terceiro ano de One Piece já conta com a participação de Xolo Maridueña (Cobra Kai e Besouro Azul) como Portgas D. Ace. Apesar de aparecer brevemente na segunda temporada Joe Manganiello (True Blood), será Crocodile, o principal antagonista da próxima aventura dos Chapéus de Palha.>