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Ruan Vitor, o 'Vaqueirinho': conheça cantor mirim baiano que conquistou o Brasil

Com apenas dez anos, Vaqueirinho acumula milhões de seguidores nas redes e já cantou com nomes como João Gomes, Xand Avião e Léo Santana

  • Foto do(a) author(a) Maria Raquel Brito
  • Maria Raquel Brito

Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 05:00

Vaqueirinho é natural de São Félix
Vaqueirinho é natural de São Félix Crédito: Divulgação

Quem ia em 2018 às igrejas ou à feira do gado de São Félix, no Recôncavo baiano, podia facilmente se deparar com um mini talento soltando a voz. O pequeno Ruan Vitor, à época com apenas dois anos de idade, esbanjava seu dom – e cantava em todo lugar que podia.

Hoje, quando querem ouvir a voz daquele menino, moradores de São Félix e de muitos outros cantos do Brasil têm bem mais opções. Uma delas é o Instagram, em que Ruan Vitor, o Vaqueirinho, acumula mais de três milhões de seguidores. Outras são o YouTube e as plataformas de streaming.

A música fica a critério do ouvinte. São muitas opções, entre originais e releituras. Mas, caso queira uma recomendação, te damos uma em grande estilo: sua versão de Fogão de Lenha (originalmente cantada por Chitãozinho e Xororó), lançada na última quinta-feira (29), em parceria com ninguém mais ninguém menos que João Gomes.

“Foi um sonho ver aquele mundo de gente de cima do palco”, diz Vaqueirinho sobre cantar com João Gomes no Rio de Janeiro para o projeto Meu Piseiro Brasileiro. “Até hoje eu não acredito que tudo isso tá acontecendo comigo. O João Gomes virou meu amigo, eu passei até as férias com ele, ganhei sanfona, aprendi a surfar. E essa música é uma música que me emociona muito, eu espero de coração que todo mundo goste.”

Basta assistir ao vídeo para entender que Vaqueirinho, hoje com dez anos, pode começar logo a acreditar no sucesso que vem alcançando. Mesmo com a timidez inicial, o conforto com o palco é notável.

Natural de São Félix e morador de Feira de Santana, Ruan Vitor diz que não tinha noção de que sabia cantar assim, fazia de brincadeira. Com o tempo, começou a ouvir elogios e incentivos das pessoas ao redor em relação à sua voz. Foi uma virada de chave. “Fui gostando cada vez mais de cantar e hoje isso já virou meu maior sonho. Crescer, ajudar minha família e continuar cantando minhas músicas”, diz.

O caminho escolhido não podia ser outro: apaixonado pela cavalgada e pelo piseiro, vieram daí o apelido e o ritmo ao qual se dedicaria com tanto afinco. A trajetória do jovem talento na música começou de forma despretensiosa, com vídeos publicados nas redes sociais pelo empresário e amigo Felipe Cardoso. Aos oito anos, cantava, compunha e tocava sanfona.

Até que um deles se destacou. Um vídeo de Vaqueirinho cantando enquanto tomava banho de mangueira chamou atenção dos internautas e rendeu ao menino milhões de visualizações. Não demorou muito até atrair também grandes nomes da música. Sua música “Amanheceu” – sofrência clássica, com direito a mesa de bar e menção à “morena” – caiu nas graças da dupla Iguinho e Lulinha, que gravou a canção com ele. De 2024 para cá, Vaqueirinho ainda subiu ao palco com nomes como Xand Avião, Pablo e Léo Santana, e se apresentou no Domingão com Huck.

E o interesse não é só de personalidades brasileiras não, viu? Em agosto de 2024, um vídeo em que Vaqueirinho canta ao estilo vaquejada, com uma base harmônica feita pelo músico estadunidense Justin Vibes, foi parar no Instagram da multipremiada atriz Viola Davis. “Talento ungido”, escreveu a artista multipremiada na legenda da publicação.

Os dois mundos

Atingir o nível de sucesso de Vaqueirinho aos dez anos de idade é para poucos. O prestígio que reconhece e recompensa o talento é merecidíssimo, mas acompanha um desafio que, para muitos astros mirins, é difícil de ultrapassar: conciliar a carreira e os estudos. No caso dele, a família faz questão de ficar no pé.

“Sempre dizem como estudar é muito importante, então eu faço minhas tarefas, vou para a escola certinho. Os trabalhos e as coisas da música ficam mais para o final de semana e agora também que eu tô de férias dá para dar mais atenção a isso. Dá para fazer tudo um pouquinho”, garante ele, que começou o novo ano letivo esta semana numa escola de Feira de Santana.

Para os próximos anos, Ruan Vitor tem metas muito claras. A maior de todas, sem dúvida, inclui a família. Mais velho entre três irmãos, ele diz que seu sonho é poder dar um tratamento adequado ao irmão Gabriel, de seis anos, que tem uma deficiência que dificulta seu desenvolvimento.

Outra é continuar a cantar, lançar músicas e conhecer pessoas de quem é fã, como tem feito com maestria. Em meio a uma lista com objetivos tão completos, ainda sobra espaço para honrar o apelido: Vaqueirinho sonha com um futuro em que possa cuidar dos cavalos necessitados do sertão.