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Pedro Carreiro
Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 15:57
A invencibilidade do Bahia em 2026 enfim chegou ao fim — e justamente no pior momento possível, de forma bastante frustrante. Após oito vitórias e três empates nos 11 primeiros jogos do ano, o Esquadrão conheceu sua primeira derrota na temporada diante do O’Higgins, no Chile, pelo jogo de ida da segunda fase preliminar da Libertadores, até então o compromisso mais importante da equipe no ano. >
Além do revés por 1x0, que obriga o time a vencer o confronto de volta por ao menos dois gols de diferença para avançar diretamente, sem a necessidade de cobranças de pênalti, o desempenho em campo também decepcionou. O próprio técnico Rogério Ceni reconheceu que a atuação foi “desastrosa”, especialmente no primeiro tempo. Ainda assim, o treinador demonstrou confiança na possibilidade de reverter o cenário na partida decisiva.>
“Foi um primeiro tempo desastroso, não conseguimos desde o começo. Eles poderiam ter feito até mais que um gol no primeiro tempo. Tivemos que fazer uma mudança cedo para ter mais controle de jogo. Acho que foi uma noite em que muitas peças não jogaram bem, foram mal individualmente. Tivemos também poucas chances de gol. Mas é um 1x0 que na Libertadores acontece bastante, e temos confiança de que podemos reverter. Vamos contar com nosso torcedor para isso”, garantiu o comandante tricolor em coletiva após a partida.>
Veja imagens de O'Higgins 1x0 Bahia, pela 2ª fase da Libertadores
“Hoje erramos passes, viradas de jogo, domínios, laterais, erramos coisas básicas. Estamos errando mais que no ano passado, quando o time era mais leve e mais técnico. Vamos tentar corrigir durante a semana, o objetivo principal é o retorno da Libertadores. Não podemos desanimar. Quando você faz um jogo tão abaixo como nosso primeiro e volta com um 1x0 contra, você tem que agradecer, trabalhar e recomeçar”, acrescentou Ceni.>
Para buscar a virada no duelo de volta e manter vivo o sonho de uma vaga na fase de grupos da Libertadores — além de assegurar ao menos uma classificação para a Sul-Americana — o Bahia contará com o retorno importante de Everton Ribeiro. O camisa 10 ficou fora do primeiro confronto por cumprir suspensão, após expulsão contra o América de Cali, pela Sul-Americana da temporada passada.>
Sem o meia, Ceni precisou alterar a estrutura da equipe e iniciou a partida com Erick na função, mudança que acabou sendo desfeita ainda no primeiro tempo, com a entrada de Caio Alexandre no lugar do volante.>
“Eu tinha quatro opções: Erick, Caio Alexandre, Nestor e David Martins. Cada um tem uma característica de jogo. O gol cedo muda muito nossa ideia. Era para ter bola em Kike e Ademir atacando o espaço. Como saímos com o gol cedo, eles baixaram linhas, e passamos a precisar de mais alguém para construção. Achei arriscado começar com o Caio, mas ele treinou pouco nessa função. Quando o Erick saiu, poderia ter sido outro jogador porque o time estava muito mal no começo do jogo”, explicou Ceni sobre as mexidas no meio-campo diante do desfalque de Everton Ribeiro.>
Com foco total na reversão do placar, na partida marcada para a próxima quarta-feira (25), às 19h, na Fonte Nova, o elenco tricolor se reapresenta nesta sexta-feira (20), no CT Evaristo de Macedo, para iniciar a preparação. Antes do confronto decisivo, porém, o Bahia entrará em campo com uma equipe completamente reserva para enfrentar o Atlético de Alagoinhas, neste sábado (21), às 20h, no estádio de Pituaçu, em duelo que serve apenas para cumprir tabela, já que o mando de campo até uma eventual final já está assegurado.>