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Alan Pinheiro
Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 16:27
A lesão do ligamento cruzado anterior (LCA), uma das mais graves do joelho, deixou de ser um problema restrito ao esporte de alto rendimento. Dados recentes indicam que o número de rupturas tem crescido de forma significativa entre adultos que praticam atividade física de maneira recreativa, especialmente a partir dos 30 anos.>
Estudos internacionais apontam que o LCA responde por até 50% das lesões ligamentares do joelho, com incidência anual estimada entre 30 e 78 casos a cada 100 mil pessoas. No Brasil, embora não haja um levantamento nacional consolidado, especialistas observam aumento expressivo de atendimentos relacionados ao problema, impulsionado pela retomada da prática esportiva após períodos prolongados de sedentarismo e pelo crescimento de modalidades como futebol amador, cross training e corrida de rua.>
Veja opções de treino
“O joelho não costuma dar muitos avisos antes da ruptura do ligamento. Em muitos casos, o paciente relata um entorse que pode vir junto com a sensação de estalo no local acompanhando em sua maioria um inchaço e sensação de instabilidade, mas as vezes, tenta seguir treinando”, explica o ortopedista Thales Rama. Segundo ele, a continuidade da atividade física sem avaliação adequada pode agravar o quadro e comprometer outras estruturas da articulação, como o menisco e a cartilagem.>
A lesão ocorre, principalmente, em movimentos de torção, desaceleração brusca ou mudança rápida de direção — comuns em esportes praticados de forma intermitente e sem preparação adequada. “É comum vermos rupturas em jogos de fim de semana, quando a pessoa não tem rotina de treino, mas exige do corpo como se tivesse”, afirma o especialista.>
Nem toda ruptura do LCA exige cirurgia imediata, mas a decisão depende de fatores como idade, nível de atividade física, presença de lesões associadas e expectativa de retorno ao esporte. Em pacientes jovens e ativos, a reconstrução ligamentar costuma ser indicada para restaurar a estabilidade do joelho e reduzir o risco de desgaste precoce da articulação.>
Outro ponto crítico é o retorno às atividades. Pesquisas indicam que voltar ao esporte antes da reabilitação completa pode aumentar em até 30% o risco de nova lesão, seja no mesmo joelho ou no contralateral. “O tempo não é o único critério. O joelho precisa estar forte, estável e com uma musculatura preparada para os movimentos do esporte”, reforça Rama.>
Entre os principais sinais que indicam a necessidade de avaliação ortopédica estão:>
“O maior erro é normalizar a dor, sensação de instabilidade , achando que podem se acostumar com os sintomas ou acreditar que eles simplesmente vão desaparecer . Quanto antes o diagnóstico, melhores são as chances de uma recuperação funcional e de um tratamento adequado e individualizado”, conclui o ortopedista. >