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Quanto o Bahia perdeu com a eliminação na Libertadores? Veja impacto financeiro e no calendário

Esquadrão caiu na segunda fase preliminar da competição para o O'Higgins

  • Foto do(a) author(a) Pedro Carreiro
  • Pedro Carreiro

Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 19:58

Bahia x O'Higgins - 2ª Fase da Copa Libertadores
Bahia x O'Higgins - 2ª Fase da Copa Libertadores Crédito: Letícia Martins/EC Bahia

A queda nos pênaltis para o O’Higgins, em plena Arena Fonte Nova, pela segunda fase da Pré-Libertadores, representou um duro golpe na temporada do Bahia. Além do peso esportivo, a eliminação tem reflexos diretos no planejamento financeiro, no calendário e no aspecto psicológico do elenco.

O resultado ganha contornos ainda mais negativos quando se observa a disparidade entre os investimentos. O elenco tricolor é avaliado em 105,05 milhões de euros, enquanto o do O’Higgins gira em torno de 11,98 milhões, segundo o site especializado Transfermarkt. A diferença, próxima de nove vezes, amplia a percepção de vergonha com a eliminação.

Após a partida, o técnico Rogério Ceni reconheceu o impacto emocional do revés. “Depois de uma derrota a gente não está satisfeito com nada. Só o tempo pode trazer coisas boas. Não vai ser da noite para o dia que vamos mudar o sentimento de hoje”, afirmou.

Bahia x O'Higgins - 2ª Fase da Copa Libertadores por Letícia Martins/EC Bahia

Impacto financeiro imediato

A principal consequência da eliminação está nas finanças. Em 2025, o Bahia foi o oitavo clube brasileiro que mais arrecadou com premiações: R$ 47.040.254,00, sendo R$ 29.011.004,00 — cerca de 60% — provenientes da participação na Libertadores e na Copa Sul-Americana.

Em 2026, o cenário será diferente. Pela disputa da segunda fase preliminar, o clube recebeu aproximadamente R$ 2,5 milhões. No entanto, deixou de faturar cerca de R$ 3,08 milhões pela vaga na terceira fase e outros R$ 5,15 milhões por uma eventual classificação à fase de grupos. Ao todo, são de pelo menos R$ 8,2 milhões em premiações que não entrarão nos cofres tricolores.

“Gigantesco o prejuízo de não ter calendário internacional, nem mesmo a Sul-Americana. Vai demorar para reverter. A vida da gente é mobilizar e motivar. Temos uma semifinal no sábado, esperamos estar na final do estadual e retomar no Brasileiro”, projetou Ceni.

2011: Tolima-COL x Corinthians ( (2x0 no agregado) por Reprodução

Calendário mais enxuto, menos receitas

A ausência em competições continentais também reduz o número de jogos na temporada — e, consequentemente, a arrecadação com bilheteria. Em 2025, o Bahia foi o clube brasileiro que mais entrou em campo, com 80 partidas. Em 2026, como já estava fora da Copa do Nordeste e também não siputará a Sul-Americana, poderá disputar no máximo 60 jogos caso chegue a todas as finais. No pior cenário, serão apenas 52 compromissos.

A diferença impacta diretamente as receitas. Somente com seis partidas na Arena Fonte Nova pela fase de grupos da Libertadores em 2025, o clube registrou renda bruta de R$ 8.267.528,50. No confronto contra o O’Higgins, a bilheteria somou R$ 1.725.150,00. Com menos jogos de apelo internacional, a tendência é de queda no faturamento com ingressos, além de uma menor exposição de marca internacionalmente.

Abalo psicológico e aumento da pressão

Além das questões financeiras e esportivas, a eliminação agrava o ambiente interno. A torcida, com razão, demonstra frustração com o que considera um retrocesso em relação à temporada passada, quando o clube ao menos alcançou a fase de grupos. Para o técnico Rogério Ceni, a eliminação pode virar um “fantasma” para o elenco durante toda a temporada.

“Psicologicamente é muito difícil reverter de forma imediata. Peso gigantesco que a gente carrega para a sequência do ano, do Baiano e Brasileiro. Momento mais desfavorável que enfrentamos. Em 2023 teve a briga de rebaixamento, mas fora isso, é o momento psicologicamente mais difícil para a gente”, destacou o treinador.

Buscando se reerguer o quanto antes, o elenco se reapresentou no CT Evaristo de Macedo na manhã desta quinta-feira (26) e iniciou a preparação para a semifinal do Campeonato Baiano, contra a Juazeirense, na Arena Fonte Nova, neste sábado (28), às 17h.

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Bahia Libertadores